quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

AS MENTIRAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

O dicionário Aurélio define mentira como:
1.Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, dizer mentira(s);
2.Errar no que diz ou conceitua;
3.Dar uma indicação contrária à realidade; induzir em erro; ser causa de, ou dar margem a engano, iludir;
4.Não revelar; ocultar, esconder.
O corpo governante [os líderes das TJs] explica a posição de Jeová sobre a mentira:
“Nosso criador, cujo nome é Jeová, odeia o mentir, conforme expressa claramente Provérbios 6:16-19 (...) Este Deus veraz exige de nós que vivamos segundo as suas normas para receber sua aprovação. (...) Os que se apegam a negar o hábito de mentir não lhe são aceitáveis; não receberão dele a dádiva da vida eterna. Deveras, o Salmo 5:6 diz francamente que Deus ‘destruirá os que falam mentira’.(...) De modo que aceitarmos o conceito de Deus sobre a mentira dá-nos um motivo forte para falar a verdade.” (a Sentinela, 15/12/1992,pág. 23)
Será que as TJs praticam realmente o que pregam em suas revistas? Ou estarão seus líderes a enganar de modo proposital as pessoas?
Normalmente em sua busca por prosélitos de porta em porta, as Testemunhas de Jeová tentam projetar nas pessoas a visão de uma religião superior, tentam passar uma imagem de pureza e lealdade à Bíblia sagrada. Chegam a dizer que é a única religião verdadeira na face da terra e que fora da organização não pode haver salvação. Diz ainda que sua religião é o único canal de comunicação entre Deus e o homem. Mas antes disso, porém, eles usam as táticas que muitos políticos usam em dias de eleições, qual seja, tentam primeiro denegrir a imagem de outras igrejas, de seus membros e doutrinas para então mostrar que são os únicos cristãos verdadeiros sobre a face da terra, tendo as demais igrejas da “cristandade” caído na total apostasia.
Mas vale a pena perguntar: estarão sendo sinceras as Testemunhas de Jeová com as pessoas? Os fatos indicam que não!

MENTIRAS E MAIS MENTIRAS...

SOBRE OS DÍZIMOS -
A Mentira: Em todos os seus folhetos de apresentação as TJs dizem que não cobram dízimos ou fazem coletas. Fazem isto à primeira vista para impressionar as pessoas. Depois acusam os pastores evangélicos de ladrões; de extorquir dinheiro do povo.
A Verdade Dos Fatos: As Testemunhas de Jeová de fato não têm o temor de Jeová, pois se tivessem, não ocultaria a verdade de modo inescrupuloso ás demais pessoas. A verdade dos fatos é que elas cobram ofertas e arrecadam muito mais do que nas igrejas evangélicas, vejamos como se sustentam as TJs:

“Como se dava no primeiro século, hoje todos têm parte em arcar com esta responsabilidade, inclusive os menos abastados, que, com suas contribuições pequenas, têm sido o sustentáculo do apoio financeiro à Sociedade.(...) e reserva regularmente parte de seus fundos pessoais para contribuir no Salão do Reino local.” (A Sentinela, 01/12/1989, pág. 27)
Observe a expressão “arcar” e “regularmente”. Ora, se um TJ tem responsabilidade em “arcar” com as despesas de sua religião e fazem isto de modo “regular”. Pergunto: Qual a diferença real entre elas e os que são dizimistas? No fundo a real diferença é apenas de nome e não de fato.
“E visto, que é no salão do Reino que a maioria das nossas reuniões se realizam, contribui você regularmente com recursos financeiros e esforça-se arduamente para mantê-lo em bom estado?” (a Sentinela, 15/06//1988, pág. 13)
Realmente elas mentem quando dizem que não cobram dízimos e ofertas. Ainda são incentivadas a fazerem isto arduamente!
Mas não para por aí, em A Sentinela de 1º de Dezembro de 1991 na pág. 29, sob o título “Como Alguns Contribuem para a Obra do Reino”, Pendem o que devem e o que não devem, vale tudo, desde pequenas doações até mesmo testamentos, propriedades, seguro de vida e muito, muito mais...


SOBRE O AMOR AO PRÓXIMO -
A Mentira: Dizem que são os únicos que demonstram amor uns pelos outros, cumprindo assim o mandamento de Jesus de serem conhecidos como seus discípulos. Ao contrário disso a cristandade não faz outra coisa a não ser odiar seu semelhante, praticando até guerra uns contra os outros, demonstrando assim que não fazem parte dos discípulos de Cristo porque não demonstram amor uns pelos outros. Quem lê este tipo de propaganda enganosa poderia pensar que ao adentrar no grupo das TJs estaria no meio do paraíso. Contudo ledo engano!
A Verdade Dos Fatos: A verdade é que a crueldade das tjs para com as pessoas é deverás repugnante. Se porventura você abandonasse a religião das TJs por descobrir suas falsidades, faz idéia de como seria tratado? Vejamos como elas são incentivadas a tratar tais pessoas:

As TJ’s odeiam aqueles que têm pontos de vista diferente e se apartaram da Organização? Como elas os tratam?
“nunca os receba em seu lar nem os cumprimente...Estas são palavras enfáticas, orientações claras.” (A Sentinela 15 de Março de 1986 pág.13)
Então ela é ensinada a odiá-los?
“Queremos ter a lealdade que o rei Davi evidenciou ao dizer: “Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová...?Odei-os com ódio consumado...” (A Sentinela 15 de Março de 1996 pág.16)
Agora preste atenção na hipocrisia:
“É verdade que as pessoas talvez discordem veementemente entre si nas suas crenças religiosas, mas não existe base para odiar uma pessoa só porque ela tem um ponto de vista diferente...” (o Homem em busca de Deus, pág. 10)
Então porque elas ensinam a odiá-los?
“Não tem sido culpadas de representar uma farsa por dizerem ‘amamos a Deus’ ao passo que odeiam seus irmãos de outra nacionalidade, tribo ou raça.” (Poderá Viver para sempre no Paraíso na Terra, pág. 189/90)”
O que temos lido acima pode ser chamado de amor ao próximo?

SOBRE IMORALIDADE -
A Mentira: Dizem que sua religião não se mistura em imoralidades como acontece com os clérigos da cristandade.
A Verdade dos Fatos: O caso é que todos os anos milhares são desassociados de sua organização por se relacionarem com casos de imoralidade. A propósito, as TJs não hesitaram em explorar a questão da pedofilia no meio do catolicismo romano. Mas neste ano [2002] estourou o que estava encoberto no meio das TJs, qual seja, casos de pedofilias envolvendo anciãos das TJs. Veja ainda estes depoimentos:
“...todo ano milhares são desassociados da congregação por causa de imoralidade sexual” (a Sentinela, 15/12/1989, pág. 18)
“Lamentavelmente, todos os anos, milhares sucumbem à imoralidade. Alguns aumentam esta deslealdade por levarem uma vida dupla, persistindo num proceder de transgressão ao passo que fingem ser cristãos fiéis.” (A Sentinela, 01/08/1997, pág. 11)
Mostramos aqui apenas algumas das muitas mentiras propaladas pelas TJs, em especial seus líderes, que são os verdadeiros mentores desta parafernália. Não cuidamos em mostrar uma lista exaustiva de tais mentiras para provar que as TJs faltam com a verdade de maneira vergonhosa para com as pessoas. Não precisamos mostra 50 exemplos destes para provar que elas são mentirosas, assim como um ladrão não precisa roubar 10 vezes para provar que é realmente um ladrão, uma vez só basta.
Paulo Cristiano da Silva

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

EXPERIMENTANDO A BOA, PERFEITA E AGRADÁVEL VONTADE DE DEUS NO LAR

Romanos 12:1-2

Pensar neste tema exige de nós como família, como casal, algumas atitudes que vão nos ajudar no alcance de nosso alvo.

1º Estar disposto a encarar o desafio sem esmorecer ou desistir. (... rogo-vos irmãos...)
Obs: Brincadeira da prenda.

O apóstolo Paulo diz que casamento não é um conto de fadas, mas um caminho de lutas que vai exigir dos cônjuges paciência para que o mesmo se ajuste.

(1Cor. 7: 28 Mas, se te casares, não pecaste; e, se a virgem se casar, não pecou. Todavia estes padecerão tribulação na carne e eu quisera poupar-vos.)

2º O Desafio de enquadrar nossa vida conjugal e familiar sobre o alicerce da Palavra de Deus. (... pela renovação de ... mente...)

Todo criador de determinado produto ao colocar seu produto a disposição do consumidor, juntamente com o produto ele tem o cuidado de enviar o manual de instruções para que o usuário de seu produto saiba como usufruir o máximo de benefício possível.

Deus, que criou o casamento (cf. Gn. 2:24), nos deu também o manual de instruções com princípios que vão nos ajudar a experimentar os benefícios do mesmo, ainda que saibamos que tribulações virão.

3º Uma mudança de mente através da rejeição da cosmovisão moderna do casamento.

· Casamento é a união de duas pessoas, não necessariamente de sexos oposto, e sem necessidade direta de algum compromisso legal ou religioso, tendo como, quase único alicerce, as conveniências e a satisfação de desejos pessoais sem um planejamento a longo prazo.
· É apenas uma experiência;
· É uma tentativa descomprometida;
· É uma união sem objetivos firmes; sem propósitos definidos;
· É uma união com referenciais falíveis: Novelas; atores; gente famosa; etc.
· É uma união sem padrões fixos e rígidos: tudo pode!

4º Uma mudança de mente através da rejeição das concepções ocidentais acerca do amor.

· Amor é um sentimento que acontece inesperadamente dominando totalmente o indivíduo, tornando-o escravo da situação até o momento em que o amor, com a mesma rapidez com que surgiu, vá se esvaindo quando a relação enfrenta problemas ou cai na rotina.

· Amor não é fruto de uma explosão de sentimento repentina que submete a pessoa a escravidão do desejo de conquistar e possuir o objeto desse sentimento. (E.g. Amor a primeira vista)

· Amor é uma decisão firme da vontade!
· Quem ama tem compromisso.
· Quem ama não larga no meio do caminho, não abandona.
· Quem ama ajuda, cuida, protege nos momentos difíceis.
· Colossences 3:14 E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o [vínculo] da perfeição

· (Brincadeira do abraço: um casal abraçado e várias mulheres tentando separar os dois)

5º Uma mudança de mente através de uma rejeição do modelo de família abraçado pela sociedade que é influenciada e manipulada pela mídia e não pela Palavra de Deus.

O modelo moderno é anti-padrão, ou seja, tem que ser diferente do formal:

· Casamento com cônjuges morando cada qual em sua casa;
· cada um com sua vida;
· tendo uma única coisa em comum: O Sexo.
· Não tendo necessariamente necessidade de fidelidade desde que ambos se cuidem.
· Total antagonismo a ter filhos, em alguns casos.
· Casamento oficial de pessoas do mesmo sexo.
· Isso é contrário a expectativa de Gênesis 1:27-28 e 2:18 e 24 (ler)


6º Uma mudança de mente através de uma reestruturação de conceitos e práticas no âmbito da administração familiar. (O papel de cada indivíduo nesta célula chamada de família (Marido, esposa, filhos)

Casamento é uma estrutura que possui uma hierarquia e organização definida. Para funcionar bem cada membro deve assumir o seu papel e o seu lugar. Se isso não for respeitado certamente que tribulações virão.

Paulo escrevendo aos Efésios fala sobre essa hierarquia: Ef. 5:22-23,25 - 22 Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. 25 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,

7º Uma mudança de mente através de um amadurecimento do casal no que diz respeito a sua intimidade pessoal, emocional, sentimental e sexual.

A Suficiência da Graça

2 Coríntios 12:7-10
Hoje queremos meditar com os irmãos no tema da graça, mostrando a partir de diversas situações vividas pelo Apóstolo Paulo com a igreja de Corinto, como era seu entendimento sobre a graça.
Assim, olhando alguns textos das cartas aos coríntios, queremos meditar com os irmãos no tema "A suficiência da graça".
- Uma das definições mais completas e simples que já ouvi sobre graça é que graça é um presente que não merecemos, ou um favor imerecido, é receber sem ter feito nada pra merecer. Não é fácil explicar a graça, mas é maravilhoso experimentá-la.
- Todos nós temos o que o apóstolo Paulo denomina "espinho na carne" (uma luta, um problema, uma enfermidade etc.).

Depois de uma linda experiência com Deus em sua vida (2 Coríntios 12. 1-6) ele diz que foi-lhe posto um espinho na carne a fim de que ele não se exaltasse.

Diante das mais ricas experiências da vida, dos melhores momentos pelos quais passamos, ou do maior sucesso que possamos encontrar, é fato que sempre haverá algo em nós que nos fará lembrar que somos dependentes da graça de Deus para continuar.
- Diante das mais terríveis lutas sempre teremos um sopro da graça de Deus para nos fortalecer. Por isso a graça de Deus é suficiente em nossa vida para:
1) Garantir a nossa salvação
- O evangelho de Jesus Cristo é a Boa-Nova de salvação. As religiões falam do ser humano em busca de Deus, o evangelho fala de Deus em busca do ser humano.

Estávamos separados, mortos em nossos pecados, distantes do nosso Criador. Em nós não havia nada de bom, e ninguém que fosse encontrado reto diante de um Deus Santo (Isaías 59.2: "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça").
- Mas fomos amados, incrivelmente e imensuravelmente amados. (Romanos 5.8: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores"). Foi graça, superabundante graça (Efésios 2.4-10).
- Alguém disse que não há nada que possamos fazer para que Deus nos ame mais, e não há nada que tenhamos feito ou façamos para que Deus nos ame menos. O amor de Deus é incondicional, completo, puro, suficiente. Deus é amor.
- Pare de tentar agradar no sentido de conquistar a Deus. Ele já nos amou, de tal maneira (João 3.16), com tamanha intensidade, derramou sobre nós sua graça e nos aceitou como filhos e filhas amados do Pai.
- Podemos dizer como Paulo: "Pela graça de Deus, sou o que sou..." (1 Coríntios 15.10).
2) DIGNIFICAR E RESGATAR NOSSA IDENTIDADE (1 Coríntios 15:10):
Paulo declara que era o que era pela graça de Deus.
Nesta declaração talvez ele está pensando em toda sua história de vida e como de alguma forma maravilhosa a graça de Deus operou para ele ser que era.
A graça é suficiente para dignificar e resgatar nossa identidade, nos faz encarar a nós mesmos com nossa história de vida momentos bons e difíceis.
Podemos dizer que a suficiência da graça se manifesta quando temos um encontro com nossa história. Muitas vezes temos dificuldade de encarar nossas experiências de vida e por isso mesmo deixamos de experimentar a suficiência da graça que nos leva a dizer "somos o que somos pela graça de Deus".
3) CAPACITA PARA SERVIR (2 Coríntios 3:5; 4:7, 15): Paulo não fala aqui diretamente da graça, mas o conceito fica implícito na leitura do contexto e da carta. Ele afirma aqui que sua capacidade para servir vinha de Deus e não dele mesmo. A graça nos torna pessoas capacitadas, mas isso ocorre quando nos deparamos com nossa incapacidade. Da consciência da incapacidade a graça nos torna pessoas suficientes. Por isso ele continua afirmando que temos esse tesouro em vasos de barro, uma preciosidade dentro de um recipiente tão frágil e comum.
- Corremos o risco de diante de uma tarefa dizer eu posso ou deixem comigo. Pessoas que "se acham". Alguém já disse que a maior arma a ser usada contra um homem e uma mulher de Deus é um elogio.
- O apóstolo Paulo realizou muito no trabalho do Senhor, ele tinha consciência disto, pôde chegar ao final de sua vida dizendo: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" (2 Timóteo 4.7). Ele tinha consciência de quem era (Filipenses 3.5-7: "circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja, quanto à justiça que há na lei, irrepreensível").
- Mas sabia, acima de tudo, não apenas o que era, mas também tudo o que havia feito era por causa da graça de Deus. "Mas pela graça de Deus sou o que sou... trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo" (1 Coríntios 15.10).
- Ou ainda podemos ir ao outro extremo e nos sentirmos incapazes achando que nada podemos fazer. É quando o desânimo chega e faz morada em nosso coração. É Deus quem nos capacita a toda boa obra (1 Coríntios 12.6: "E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos").
- Podemos cumprir nossa missão como Paulo, por causa da graça de Deus que opera em nós.
4) TIRA DA FRAQUEZA FORÇA (2 Coríntios 12:9): Paulo tinha um problema sério em sua vida, provavelmente uma enfermidade em sua vista. Ele deveria ser um tipo que hoje usaria um "fundo de garrafa" e teria os olhos estranhos.
Naqueles dias não havia uma oftalmologia desenvolvida como hoje, e por isso ele mesmo nem escrevia as cartas nos pergaminhos.
O fato é que ele orou e pediu por três vezes para que esse problema fosse resolvido. Então, em meio a essa experiência de confronto com sua fraqueza ele recebeu de Deus a palavra
"a minha graça te basta". (a minha graça é suficiente pra você!)A graça se manifesta no encontro com a fraqueza, e torna-nos pessoas fortes.
- Há momentos em nossas vidas que as angústias e aflições parecem que vão nos derrotar. Queremos rapidamente nos livrar delas. Paulo também, por três vezes pediu ao Senhor que afastasse de sua vida (1 Coríntios 12.8) o espinho na carne. Foi nesta hora que ouviu a doce voz do Senhor dizendo: a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza (1 Coríntios 12.9). Ele nos exorta em 2 Coríntios 4. 16-18 para jamais desanimarmos, seja qual for nossa luta, porque temos uma recompensa eterna. - Paulo fala de sua leve e momentânea tribulação. Vejamos como ele define isto em 2 Coríntios 11. 23-28. Este texto antecede o relato de sua experiência de arrebatamento aos céus. Passou por tremendas lutas, assim como passamos hoje, na nossa família, finanças, saúde, perseguição etc. Ele tinha a consciência de que a graça de Deus estava com ele. Por isso pode afirmar em Filipenses 4. 11-2: "Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez". Um coração grato a Deus por tudo e em tudo.
- Podemos como Paulo, prosseguir animados, apesar dos sofrimentos, porque o poder de Cristo e a graça de Deus repousam sobre nós.
CONCLUINDO, a suficiência da graça dignifica e resgata nossa identidade, capacita para servir e tira da fraqueza força. Coisa tremenda!!!
Mas, você percebeu que a suficiência se manifesta do encontro da graça com nossa história de vida, com nossa incapacidade para servir e com nossas fraquezas? Por isso que muitas vezes não provamos da suficiência da graça, pois temos dificuldades de permitir que ela se encontre com nossa história, incapacidade e fraquezas. Hoje você e eu somos convidados a abrir nosso coração e permitir esse encontro.

Falsificações

Autor: D. Martin Lloyd-Jones* * *
Temos vivido dias enganosos. Muitos têm sido enganados por falsificações, por fatos que aparentemente são reais, a tal ponto que, por eles, vão às ultimas conseqüências. Mas não são verdadeiros, são falsos, e esta é uma característica do diabo, de satanás, o pai da mentira, o pai da falsificação. E neste contexto as seitas são exatamente o que aparenta ser verdadeiro e por isso têm enganado a tantos. Como diagnosticar estas seitas?Primeiro, seria bom dizer que o surgimento de seitas no meio dos evangélicos é demonstração de que a igreja não está bem. Muitos estão com problemas graves e têm procurado a igreja, mas não têm visto solução para si mesmos; creio que aqui deva ser colocado o tradicionalismo evangélico, a ortodoxia (que, diga-se de passagem, é necessária) morta, a superficialidade cristã, a falta de conversão verdadeira, o comodismo, tudo isso tem feito as pessoas buscarem outro aconchego.No entanto é fato real que a grande maioria das pessoas está em busca de solução para os seus problemas, uma vida melhor, vida de paz, sem problemas, sem doença, mas são avessas às exortações, às recomendações de santificação; estão buscando pão como nos dias de Jesus. "Vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comeste dos pães e vos fartastes" (Jo.6:26). Aqui é que entra a seita, pois ela oferece ao povo exatamente aquilo que ele necessita (quer). E se você repreende alguém, recebe esta advertência: "Veja o bem que estou recebendo! Se me faz bem, deve ser de Deus!" Ou seja, se traz sucesso, solução, fez-me mudar de vida e traz felicidade, deve ser de Deus.É exatamente aí que satanás arma sua cilada e já tem dominado muitas vidas. Lembrem-se que muitas organizações que ridicularizam o cristianismo podem ajudar as pessoas e fazê-las felizes. Lembro aqui os psiquiatras e psicólogos ateus. Eles podem trazer resultados muito bons, sem nada de orientação cristã. O próprio espiritismo tem trazido solução para muitas vidas; a yoga, o pensamento positivo e outros. Se você acha que tudo o que traz o bem pessoal é de Deus, saiba que já está caído diante do diabo.Como saber então se é de Deus? Como diagnosticar o problema?Seria bom inicialmente afirmar que o que importa ao homem não é o que ele sente, mas o seu relacionamento com Deus. Qualquer orientação que me faça ficar satisfeito, quando a minha relação com Deus está ruim, isto é do diabo. Era esta a situação dos fariseus.Mas há outros testes práticos que gostaria de colocar.
O modo como vem a "bênção". Eles ensinam que se você obedecer a uma fórmula, pré-estabelecida, a bênção virá, a felicidade, a paz, a cura. E sempre é uma fórmula alheia às Santas Escrituras. Geralmente a idéia de uma visão que alguém teve, e daí é elaborado o sistema. Elas podem até citar as Escrituras, mas ao acaso, texto fora do contexto, e isso é transformado em pretexto. Compare isso com as grandes confissões de fé e credos do cristianismo. São todos sinopses da Palavra de Deus. Ali é enfatizada a grandeza e extensão da Bíblia. Como é diferente das seitas que apresentam apenas uma fórmula, uma fórmula mágica. ( Na igreja: ir a igreja, ou ler a Bíblia, ou orar).
Outro aspecto que é característico de uma seita é o testemunho pessoal. O que os sectários destas seitas falam é sobre sua vida, o que era e o que são agora. Que eram assim até entrarem para esta "igreja", o seu problema está resolvido. Não ensinam as doutrinas fundamentais do cristianismo. Enfatizam apenas uma fórmula. Vejam que eles, ao enfatizarem seus testemunhos, começam com eles e terminam com eles, e não com Jesus como Senhor, apesar de citá-lO.
Eles enfatizam apenas o que é prático. Negligenciam a doutrina. Dizem: "Vocês precisam é de algo prático". Na verdade, porém, o que estão querendo dizer é que não é importante a doutrina. Mas não era assim que Paulo fazia na epístola aos Efésios; ele escreve os três primeiros capítulos nos quais a doutrina não é prática, é pura doutrina. E só depois do capítulo quatro ;e que a torna prática. Ou seja, primeiro o fundamento doutrinário, depois a prática. A ordem inversa é de grande perigo. É o que acontece com essas seitas.Quero aqui realçar o perigo dentro das nossas igrejas. Hoje há uma tendência em se desvalorizar a doutrina. Teologia, doutrina, tudo soa muito intelectual, sofisticado (creio até que em algumas circunstâncias é verdade) e por isso é negligenciado. Há risco de seitas no nosso meio.
Apesar de falar no Espírito Santo, não se acha que Ele é que vai realizar em nós o que Deus quer. Eles sempre afirmam que é você que pode fazer. Esquecem que é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar. Daí surgir a jactância, o orgulho, a satisfação própria. Há muita arrogância, pois são eles que conseguem realizar. A mudança foi devido a uma atitude tomada, uma conseqüência do seu esforço próprio. "Eu era assim, mas agora consegui isto..." Não estão entregues à vontade de Deus, mas seus interesses é que prevalecem. Este perigo também está em nossas igrejas e os que agem assim estão esquecidos do que disse Paulo: "operai a vossa salvação com temor e tremor"(Fl.2:12) - Mas eles dizem "não há nada o que temer". Deus nos livre deste pecado da arrogância. É Deus que opera em nós a mudança. O mérito é dEle!
Uma outra característica é que "a fórmula é muito simples". Eles chegam a dizer que é um desperdício estudar tanto as epístolas, quando eles têm uma fórmula tão simples. As seitas têm todas as características dos remédios dos charlatães e toda a sua propaganda. "Eis aí o remédio que cura todos os males". O pior é que não afirmam apenas que podem resolver todos os problemas, mas que podem resolver com facilidade. Mas não é isto que ensina o apóstolo Paulo quando diz: "em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos..." Podemos ser vitoriosos, é verdade, mas não é fácil. Por isso ele disse também: "Nossa luta não é contra a carne e o sangue..." Temos de lutar contra poderes terríveis. Essa idéia de "fácil" é falsa à luz do Novo Testamento.
Nesta linha de pensamento, outra característica semelhante das seitas é que elas oferecem a CURA, a BÊNÇÃO, "imediatamente". Já notou isso? É o método do "atalho", e por isso conseguem tantos adeptos. Mas o que nos ensina o Novo Testamento é que estamos num mundo difícil, pecaminoso, dominado pelo diabo e seus anjos. Por isso precisamos de toda a armadura de Deus. Precisamos ser fortalecidos "com poder pelo Seu Espírito no homem interior" (Ef.3:16). O homem moderno afirma: "Eu pensava que o cristianismo resolveria todos os meus problemas e endireitaria tudo imediatamente, mas agora me dizem que devo lutar, vigiar, orar, jejuar, suar... Não quero nada disso! Quero algo que solucione rápido o meu problema". As seitas respondem: "Certo, naturalmente". Observem que as seitas não ensinam crescimento na graça e conhecimento de Cristo (2Pe.3:18); não falam em "operai a vossa salvação com tremor e temor" (Fp 2:12).Qualquer coisa que ofereça "atalhos" espirituais não é cristianismo da Bíblia. Mas as seitas perguntam: "O que você está precisando? Qual o seu problema?" E responde: "Venha. Nós podemos ajudá-lo". E oferecem o remédio barato, fácil e rápido. Saúde, cura física, a bênção que soluciona todos os seus problemas.Mas o método do Evangelho é muito diferente. A primeira coisa do Evangelho é o CONHECIMENTO DE DEUS. Está é a grande mensagem da Bíblia. Por que Cristo veio ao mundo? "Para conduzir-nos a Deus", responde o apóstolo Pedro (1Pe.3:18). O Evangelho não começa com as minhas dores e penas, minhas necessidades de orientação ou minha aflição. Começa por conhecer a Deus. Este é o objetivo do Cristianismo. "A vida eterna é esta" - Qual? Que eu não me aflija mais, ou que fique livre daquilo que me deprime? Não! - "que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste"(Jo.17:3). Se eu estiver correto com este pensamento, as outras coisas estarão resolvidas. O objetivo do Cristianismo é levar-nos ao conhecimento de Deus e do Senhor Jesus Cristo.
As seitas não mencionam isto e também não falam de santidade. Podem até proibir muitas coisas nocivas, e dessa forma fabricar fariseus satisfeitos consigo mesmos. Mas a santidade não é algo negativo, e sim positivo - "Sede santos, pois Eu Sou Santo" diz o Senhor. Não é apenas vitória sobre pecados particulares, mas é de fato ser santo. Eles não enfatizam isso.
Outra coisa que as seitas não falam é sobre a "esperança da glória". O Novo Testamento nos fala da glória vindoura. Mas as seitas se propõem a ajudar as pessoas enquanto elas estiverem neste mundo, sem enfocar o futuro. "VOCÊ", você é que está no centro, eles estão enfatizando a experiência e não falam da glória do céu, nem do "NOVO CÉU E NOVA TERRA, ONDE HABITA A JUSTIÇA".(2Pe.3:13).
Enfim, as seitas ficam apenas num estreito círculo no qual o homem está girando, girando e repetindo constantemente a mesma coisa. A "bênção" oferecida pelas seitas é bem diferente do que o Evangelho oferece.Abomino as seitas. Elas não passam no teste que é a Pessoa de Cristo. Todo movimento ou ensino que não faça do Senhor Jesus Cristo e Sua morte na cruz e Sua gloriosa ressurreição, uma necessidade absolutamente central, não é cristã e sim manifestação das "astutas ciladas do diabo". Ou seja, qualquer ensino ou movimento que diga que você pode Ter esta ou aquela benção sem primeiro crer no Senhor Jesus Cristo como o Filho de Deus, como Salvador de sua alma e Senhor de sua vida, e que sem Ele você não é nada, é uma negação das Escrituras, do cristianismo. Se o ensino ou movimento inclui maometano, budista, judeu e lhe oferece a bênção sem que eles reconheçam e confessem que Cristo, e somente Cristo, é o Filho de Deus e que Ele, somente Ele, pode salvar o pecador, porque ele morreu pelos nossos pecados, NÃO É CRISTÃO! Essa bênção fora do evangelho é negação do cristianismo e devemos rejeitá-la. Não há acesso a Deus, não há conhecimento de Deus como Salvador e Libertador, exceto por meio de Cristo. As seitas são um insulto a Deus, a Jesus Cristo, não têm direito de existir. Se você acha que Jesus não é suficiente, e que deve ir após as seitas em busca de ajuda e "bênção"(cura, prosperidade...), você O está negando; você O está insultando. São as astutas ciladas do diabo.A fé que sustentou, fortaleceu e abençoou os santos no transcurso dos séculos, e que tem resistido a todos os testes que se podem conceber, é suficiente. Você não tem necessidade de seguir alguma idéia nova, moderna, que só passou a existir no século passado, ou neste. VOLTE PARA A VELHA HISTÓRIA, sempre nova e verdadeira. Volte para a fonte e origem de todas as bênçãos; volte para o Deus eterno e Seu Filho, nosso glorioso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. E o Espírito entrará em seu ser, e todas as suas necessidades serão supridas.Nota: Extraído do livro "Combate Cristão" Editado pela PES - com permissão

Quem é o Meu Próximo?

Quem é o nosso próximo? A quem realmente devemos nos importar e demonstrar o nosso amor cristão?
Jesus quando aqui andou contou uma parábola muito impressionante, para mostrar quem é o próximo.
Esta parábola está relatada em Lucas 10:25-35. Nós conhecemos bem a história: Um homem viajava de Jerusalém para Jericó; ou poderia ser, viajava de São Paulo para Santos, ou Rio de Janeiro à Nova Friburgo; no caminho ele foi assaltado por marginais que além de roubarem todos seus pertences, o maltrataram cruelmente, abandonando-o muito ferido, quase à morte.
Jesus contou esta história ao um doutor, "Intérprete da Lei" (V.25) a quem demonstrava que o único caminho para a vida eterna era o: "Amar a Deus em primeiro lugar e amar o próximo como a si mesmo. A isto o doutor perguntou, "E quem é o meu próximo?"
Na história do Bom Samaritano, os indivíduos não são idendificados pelos nomes, mas caracterizados pelas funções e ações. O homem assaltado é um anônimo: talvez um viajante, um desempregado em busca de trabalho; quem sabe um bóia-fria.
Enfim, é alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família - sem ninguém - a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, caído na sarjeta abandonado.
Entram em cena, então aqueles que tinham a solução do problemas às mãos: Um sacerdote e um levita. Diz a Palavra de Deus: "Casualmente descia um Sacerdote por aquele mesmo caminho." (V.31)
Você perguntaria: Será que o sacerdote parou para ajudá-lo? Não! A Bíblia fala que numa atitude de completo "desamor" o sacerdote passou de lado, ou seja tentou ignorar aquela situação; procurou não envolver-se nem se incomodar com o pobre miserável.
Quem sabe o sacerdote havia trabalhado todo fim de semana; estava cansado e saudoso do lar. Queria ter o seu merecido repouso e ficar me paz, às sós. E afinal de contas o que tinha acontecido com aquele estranho não era da sua conta.
A história continua: "Semelhantemente um levita descia por aquele mesmo caminho, e vendo-o também passou de largo. (v.32)
O sacerdote nem sequer olhou para o ferido viajante. O levita, quem sabe, preocupado pois poderia ser um parente ou amigo seu, deteve-se por um instante, olhou-o, e como não o reconhecesse, passou de largo.
E lá estava o moribundo, quase a morrer. Será que ninguém se preocuparia com ele? Será que ninguém se importava? Será que ninguém tinha amor para dar?
Neste momento apareceu um estranho, um "inimigo" , ou seja um samaritano, um estrangeiro. Ora, durante cerca de 800 anos os judeus não se davam com os samaritanos, porque em 722, Salmanezer ou Sargão II, reis da Assíria tomara Samaria e substituíram seus habitantes por bailônios e sírios, que trouxeram suas tradições, crenças religiosas contrárias às dos judeus.
Os samaritanos eram inimigos, para os judeus , um foco purulento incrustado no seu território. Eram considerados como cães.
Mas, vejamos: lá estava o moribundo; ele sentiu que alguém parou, desceu da montaria e se aproximou dele. Quem seria? Oh, impossível! Era um samaritano!
E o samaritano compadeceu-se dele, curou-lhe as feridas aplicando óleo e vinho; e colocou-o em cima do seu próprio animal e o levou para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: cuida deste e, se alguma coisa gastares a mais, e to indenizarei quando voltar.
Finalmente alguém viu o drama do homem abandonado; alguém sentiu por ele; alguém se envolveu, alguém ajudou. Por estranho que pareça, quem ajudou era um ser rejeitado, um inimigo, um cão.
Ao Jesus terminar o relato perguntou ao doutor da lei: "Qual deste três parece ter sido o próximo do homem. . ." V.36. O homem respondeu sem titubiar, "Aquele que usou de misericórdia para com ele." V.37 sua resposta estava correta.
Aqui estão algumas verdades para nós:
1. Muitos se dizem religiosos, cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os probelams dos outros. Isto é negação de religião, isto é negar a Cristo.
2. Muitos julgam que devam ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada mais. O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita.
3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e a quem podemos ajudar.
4. A parábola nos ensina que a verdadeira religião é a prática do amor. É crer fazendo. É viver o que crê, e fazer o bem que se deve fazer. Tiago diz: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações." Tiago 1:.27
A Bíblia nos diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas as tuas forças e todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27
Quando Jesus terminou de contar esta história do bom Samaritano, disse para o doutor da lei: "Vai e procede tu de igual modo, e mais, . . . faze isto e viverás." Lucas 10:37-38.
Nesta parábola contada por Jesus, se você fosse um dos integrantes, quem seria você? O sacerdote? O levita? Ou o bom samaritano?
Agora olhe ao seu redor: Veja quantos necessitados, abandonados e carentes estão à beira da estrada, destruídos pelo pecado assaltados pelo mal.
Veja quanta ruína e tragédia! então reaja: Ajude alguém hoje! faça o bem a alguém; diga uma palavra de conforto; levante um caído, anime-o, ponha seu amor em prática.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A IRA DE DEUS - A. W. PINK

A Ira de Deus
por
Arthur W. Pink
É triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir desculpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo dentre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginar que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração proveitosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos.
Sim, muitos há que fogem de visualizar a ira de Deus, como se fossem intimados a ver alguma nódoa no caráter divino, ou algum defeito no governo divino. Mas, o que dizem as Escrituras? Quando a procuramos nelas, vemos que Deus não fez tentativa alguma para ocultar a realidade da Sua ira. Ele não se envergonha de dar a conhecer que a vingança e a cólera Lhe pertencem. Eis o Seu desafio: "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão. Porque levantei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. Se eu afiar a minha espada reluzente, a travar do juízo a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos meus aborrecedores"(Dt.32:39-41). Um estudo na concordância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indignação, à cólera e à ira de Deus, do que aos Seu amor e ternura. Porque Deus é santo, ele odeia todo pecado; e porque ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador. (Sl.7:11).
Pois bem, a ira de Deus é uma perfeição divina tanto como a sua fidelidade, o Seu poder ou a Sua misericórdia. Só pode ser assim, pois não há mácula alguma, nem o mais ligeiro defeito no caráter de Deus, porém, haveria, se Nele não houvesse "ira"! A indiferença para com o pecado é uma nódoa moral, e aquele que não odeia é um leproso moral. Como poderia Aquele que é a soma de todas as excelência olhar com igual satisfação para a virtude e o vício, para a sabedoria e a estultícia? Como poderia Aquele que é infinitamente santo ficar indiferente ao pecado e negar-Se a manifestar a Sua "severidade"(Rm.11:22) para com ele? Como poderia Aquele que só tem prazer no que é puro e nobre, deixar de detestar e de odiar o que é impuro e vil? A própria natureza de Deus faz do inferno uma necessidade tão real, um requisito tão imperativo e eterno como o céu o é. Não somente não há imperfeição nenhuma em Deus, mas também não há Nele perfeição que seja menos perfeita do que outra.
A ira de Deus é sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina equidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que ele lavra sobre os malfeitores. Deus está irado contra o pecado porque este é rebelião contra a Sua autoridade, um ultraje à Sua soberania inviolável. Os insurgentes contra o governo de Deus saberão um dia que Deus é o Senhor. Serão levados a sentir quão grandiosa é aquela Majestade que eles desprezaram, e como é terrível aquela ira de que foram ameaçados e a que não deram a mínima importância. Não que a ira de Deus seja uma retaliação maldosa e mal intencionada, infligindo agravo só pelo prazer de infligi-lo, ou devolver a ofensa recebida. Não; embora seja verdade que Deus vindicará o domínio como Governador do universo, ele não será revanchista.
Evidencia-se que a ira divina é uma das perfeições de Deus, não somente pelas considerações acima apresentadas, mas também fica estabelecido claramente pelas declarações expressas da Sua Palavra. "Porque do céu manifesta a ira de Deus..."(Rm.1:18). "Manifestou-se quando foi pronunciada a primeira sentença de morte, quando a terra foi amaldiçoada e o homem foi expulso do paraíso terrestre; e depois, mediante castigos exemplares como o dilúvio e a destruição das cidades da planície com fogo do céu, mas, especialmente pelo reinado da morte no mundo todo. Foi proclamada na maldição da lei para cada transgressão, e foi imposta na instituição do sacrifício. No capítulo 8 de romanos, o apóstolo Paulo chama a atenção para o fato de que a criação inteira ficou sujeita à vaidade, e geme e tem dores de parto. A mesma criação que declara que existe um Deus, e publica a Sua glória, também proclama que Ele é inimigo do pecado e o vingador dos crimes dos homens. Acima de tudo, porém, do céu se manifestou a ira de Deus quando o Filho de Deus veio a este mundo para revelar o caráter divino, e quando essa ira foi demostrada nos Seus sofrimentos e morte, de maneira mais terrível do que por todas as provas que Deus antes dera da Sua aversão pela pecado. Além disso, o castigo futuro e eterno dos ímpios agora é declarado em termos mais solenes e explícitos do que antes. Sob a nova dispensação há duas revelações dadas do céu, uma da ira, a outra da graça"(Robert Haldane).
Mais: que a ira de Deus é uma perfeição divina está demostrado claramente pelo que lemos nos Salmo 95:11: "Por isso jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso". Duas sãos as ocasiões em que Deus "jura": quando faz promessas (Gn22:16), e quando faz ameaças(Dt.1:34). Na primeira, jura com misericórdia dos Seus filhos; na Segunda, jura para aterrorizar os ímpios. Um juramento é feito para confirmação: Hb.6:16. Em Gn.22:16 disse Deus: "Por mim mesmo, jurei". NO Sl.89:35 ele declara: "Uma vez jurei por minha santidade". Enquanto que no Sl.95:11 ele afirma: "Jurei na minha ira". Assim é que o grande Jeová pessoalmente recorre à Sua "ira" como a uma perfeição igual à sua "santidade": tanto jura por uma como pela outra! Ainda: como em Cristo "...habita corporalmente toda a plenitude da divindade"(Cl.2:9), e como todas as perfeições divinas são notavelmente manifestadas por Ele (Jo.1:18), por isso lemos sobre "... a ira do Cordeiro"(Ap.6:16).
A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com freqüência. Primeiro, para que os nosso corações fiquem devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado. Estamos sempre inclinados a uma consideração superficial do pecado, a encobrir a sua fealdade, a desculpá-lo com escusas várias. Mas, quanto mais estudarmos e ponderarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado. Segundo, para produzir em nossas almas um verdadeiro temor de Deus: "... retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade ("santo temos"); porque o nosso Deus é fogo consumidor"(Hb.12:28-29). Não podemos serví-lO "agradavelmente" sem a devida "reverência" ante a sua tremenda Majestade e sem o devido "santo temor" de Sua ira, e promoveremos melhor estas coisas trazendo freqüentemente à memória o fato de que "o nosso Deus é um fogo consumidor". Terceiro, para induzir nossas almas a fervoroso louvor a Deus por Ter-nos livrado "... da ira futura"(I Ts.1:10).
A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência. Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus? Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas. Desde há muito o Senhor lamentou: "... pensavas que (Eu) era como tu"(Sl.50:21). Se não nos alegramos "... em memória da sua santidade"(Sl.97:12), se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração sumamente gloriosa da Sua ira, tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele, que ainda, permanecemos em nossos pecados, rumo às chamas eternas.
"Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança..."(Dt.32:43). E ainda lemos: "E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos sãos os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia..." (Ap.19:1-3). Grande será o regozijo dos santos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.
"Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniquidades, Senhor quem subsistirá? (Sm. 130:3). Cada um de nós pode bem fazer esta pergunta, pois está escrito que "...os ímpios não subsistirão no juízo..." (Sl.1:5). Quão dolorosamente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniquidades do Seu povo quando estas pesaram sobre Ele! Ele "... começou a Ter pavor, e a angustiar-se"(Mc. 14:33). Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande clamor e súplicas (Hb.5:7), Suas reiteradas orações: "Se é possível, passe de mim este cálice", Seu último e tremendo brado, "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"- tudo manifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus "observar iniquidades". Bem que nós, pobres pecadores, podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o peso da Tua ira? Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único salvador, "... que farás na enchente do Jordão?"(Jr.12:5)."Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse: "O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para como mundo ingrato. Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome. Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diariamente para sustentá-los. Aquele que faz o bem aos maus e ingratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais admirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bondade. Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais. Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a sua ira quando se inflama" (William Gurnall, 1660). "Fuja", pois, meu leitor, fuja para Cristo; fuja "... da ira futura"(Mt.3:7), antes que seja tarde demais. Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você que está lendo! Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és (pois o erro ou engano, será fatal e eterno).

A IRA DE DEUS

A IRA DE DEUS

A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência.
Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus?
Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas.
Desde há muito o Senhor lamentou: "... pensavas que (Eu) era como tu"(Sl.50:21).
· Se não nos alegramos "... em memória da sua santidade"(Sl.97:12),
· se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração sumamente gloriosa da Sua ira, tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele,
· que ainda, permanecemos em nossos pecados, rumo às chamas eternas.
"Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança..."(Dt.32:43).
E ainda lemos:
"E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos sãos os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia..." (Ap.19:1-3).
Grande será o regozijo dos santos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.
"Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniquidades, Senhor quem subsistirá? (Sm. 130:3).
Cada um de nós pode bem fazer esta pergunta, pois está escrito que "...os ímpios não subsistirão no juízo..." (Sl.1:5).
Quão dolorosamente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniquidades do Seu povo quando estas pesaram sobre Ele!
· Ele "... começou a Ter pavor, e a angustiar-se"(Mc. 14:33).
· Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande clamor e súplicas (Hb.5:7),
· Suas reiteradas orações: "Se é possível, passe de mim este cálice",
· Seu último e tremendo brado, "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"-
· tudo manifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus "observar iniquidades". Bem que nós, pobres pecadores,
· podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o peso da Tua ira? Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único salvador, "... que farás na enchente do Jordão?"(Jr.12:5).
"Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse: "O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para como mundo ingrato.

Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome.

Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diariamente para sustentá-los.

Aquele que faz o bem aos maus e ingratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais admirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bondade.

Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais.

Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a sua ira quando se inflama" (William Gurnall, 1660).

"Fuja", fuja para Cristo; fuja "... da ira futura"(Mt.3:7), antes que seja tarde demais.

Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você que está lendo! Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és (pois o erro ou engano, será fatal e eterno).

Porque Deus é santo, ele usa linguagem revoltante para descrever o pecado. Ele diz que idolatria é "coisa abominável que aborreço" (Jeremias 44:4). Ele compara o pecado ao lamaçal no qual a porca se revolve e ao vômito que o cachorro lambe (2 Pedro 2:22). Nas Escrituras, não se pode separar o pecado da morte e da corrupção de decomposição que associamos com a morte. Se tais imagens nos enjoam, é porque o pecado é nojento para Deus.
A santidade de Deus é revelada na palavra dele
O homem aprende discernir entre o bem e o mal através da revelação de Deus (Isaías 1:16-17; 2:3).
Nas Escrituras, o Espírito Santo tem revelado para nós as coisas de Deus para que possamos desenvolver a mente de Cristo (1 Coríntios 2:10-16).
É importantíssimo entender que a desobediência a qualquer mandamento que Deus tem nos dado é ofensa contra a própria pessoa dele.
Pense nesse fato na próxima ocasião que você enfrenta a tentação de deixar de lado algum mandamento do Senhor, dizendo que "Deus não se importa com isso". Ele se importou em falar. Ele se importou em mandar seu Filho para ensinar e para morrer. Ele se importou em enviar os apóstolos ao mundo.O pecado é desobediência da vontade de Deus (Salmo 51:4; 1 João 3:4). Qualquer pecado, o menor que seja nas opiniões dos homens, é traição e ingratidão em relação ao nosso Criador.
Jesus disse que o amor a ele exige obediência aos seus mandamentos (João 14:15). O Pai havia falado a mesma coisa quase 1500 anos antes (Êxodo 20:6).
A santidade de Deus é revelada na ira dele
Encontramos nas Escrituras diversas ocasiões em que Deus mostrou sua ira contra pecadores. Considere alguns exemplos. "Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo, povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão." (Isaías 5:24-25).

Na mesma época, Deus explicou o castigo do povo desobediente: "O SENHOR advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai_vos dos vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, segundo toda a Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos, os profetas.... e venderam_se para fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocarem à ira. Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e o afastou da sua presença; e nada mais ficou, senão a tribo de Judá" (2 Reis 17:13,17-18).

Estas conseqüências do pecado foram previstas por Samuel no início do reino de Israel, 300 anos antes de Isaías. Samuel disse: "Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais" (1 Samuel 12:15).
Às vezes, pessoas descartam tais exemplos da ira de Deus, sugerindo que o Deus do Velho Testamento é diferente do que o do Novo Testamento.

Enquanto a aliança realmente mudou, o Deus que nos governa é o mesmo. A santidade dele não diminuiu, e ele continua rejeitando pecado e pecadores. O Novo Testamento nos assegura que Deus ainda responde ao pecado com ira.

Romanos 11:22 diz: "Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado."

O livro de Hebreus diz que Deus é até mais severo hoje do que na época da antiga aliança (Hebreus 2:2-3). Depois, ele reafirma este fato: "Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:28-31).

A ira de Deus é inseparável de sua santidade. Se Deus aceitasse o pecado, ele não seria santo.

Veja como es Escrituras falam muito da Ira e da Vingança de Deus:
IRA

Numeros 22: 22 A [ira de Deus] se acendeu, porque ele ia, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, ele ia montado na sua jumenta, tendo consigo os seus dois servos.

Salmo 78: 31 quando a [ira de Deus] se levantou contra eles, e matou os mais fortes deles, e prostrou os escolhidos de Israel.

João 3: 36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a [ira de Deus].

Romanos 1: 18 Pois do céu é revelada a [ira de Deus] contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.

Rom. 12: 19 Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à [ira de Deus], porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor.

Efésios 5: 6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a [ira de Deus] sobre os filhos da desobediência.

Colossences 3: 6 pelas quais coisas vem a [ira de Deus] sobre os filhos da desobediência;

Apoc. 14: 10 também o tal beberá do vinho da [ira de Deus], que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
19 E o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da [ira de Deus].

Apoc. 15: 1 Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a [ira de Deus].

Apoc. 16: 1 E ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças, da [ira de Deus].

VINGANÇA

Gen. 4: 15 O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a [vingança]. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.

Levítico 26: 25 Trarei sobre vós a espada, que executará a [vingança] do pacto, e vos aglomerareis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo.

Deuteronômio 22: 35 Minha é a [vingança] e a recompensa, ao tempo em que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder se apressam a chegar.
41 se eu afiar a minha espada reluzente, e a minha mão travar do juízo, então retribuirei [vingança] aos meus adversários, e recompensarei aos que me odeiam.
43 Aclamai, ó nações, com alegria, o povo dele, porque ele vingará o sangue dos seus servos; aos seus adversários retribuirá [vingança], e fará expiação pela sua terra e pelo seu povo.

Salmo 94: 1 Ó Senhor, Deus da [vingança], ó Deus da [vingança], resplandece!

Isaias 34: 8 Pois o Senhor tem um dia de [vingança], um ano de retribuições pela causa de Sião.

Isaias 47: 3 A tua nudez será descoberta, e ver-se-á o teu opróbrio; tomarei [vingança], e não pouparei a homem algum.

Isaias 61: 2 a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da [vingança] do nosso Deus; a consolar todos os tristes;

Isaias 63: 4 Porque o dia da [vingança] estava no meu coração, e o ano dos meus remidos é chegado.

Jeremias 11: 20 Mas, ó Senhor dos exércitos, justo Juiz, que provas o coração e a mente, permite que eu veja a tua [vingança] sobre eles; pois a ti descobri a minha causa.

Jeremias 51: 6 Fugi do meio de Babilônia, e livre cada um a sua vida; não sejais exterminados na sua punição; pois este é o tempo da [vingança] do Senhor; ele lhe dará o pago.

Ezequiel 24: 8 Foi para fazer subir a minha indignação para tomar [vingança], que eu pus o seu sangue numa penha descalvada, para que não fosse coberto.

Ezequiel 25: 14 E exercerei a minha [vingança] sobre Edom, pela mão do meu povo de Israel; e farão em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e conhecerão a minha [vingança], diz o Senhor Deus.
15 Assim diz o Senhor Deus: Porquanto os filisteus se houveram vingativamente, e executaram [vingança] com despeito de coração, para destruírem com perpétua inimizade;
17 E executarei neles grandes [vingança]s, com furiosos castigos; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver exercido a minha [vingança] sobre eles.

Miquéias 5: 15 E com ira e com furor exercerei [vingança] sobre as nações que não obedeceram.

Naum 1: 2 O Senhor é um Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e cheio de indignação; o Senhor toma [vingança] contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos.

“... se manifesta do céu...” Este manifestar traz-nos a idéia de irromper, ou seja : a ira de Deus está vindo dos ceus em direção aos homens, isto demonstra claramente o fato de que ela pode parecer demorada, mas ela vai chegar!
“... impiedade e injustiça ...” Aqui se refere tanto aos pecados que o homem pratica conscientemente contra Deus, como o ato do homem querer viver neste mundo como se não existisse um criador a quem ele deve temor e adoração e a Quem ele vai Ter de prestar contas.

“... detém a verdade ...” Deter aqui significa literalmente aprisionar. Como veremos a seguir, Deus deu uma capacidade ao ser humano de perceber a Sua existência através das obras que Ele criou. O homem rejeita esta verdade e procura andar segundo os seus próprios caminhos. (v. 19-20 )