sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

PASCOA CRISTÃ

PÁSCOA CRISTÃ – Mandamento ou Tradição

O que não é Páscoa?

· Páscoa não é dia de dar-se ovos de presente.
· Não é dia de comer peixe.
· Não é dia de penitência ou de auto-flagelação.
· Não é dia de coelho;
· Páscoa não é uma festa originariamente cristã.

Simbolizando a renovação da vida, a volta da primavera e a ressurreição de Cristo, a páscoa está presente em todo mundo. Até mesmo onde o cristianismo não é conhecido ou onde as religiões pagãs são a grande maioria.

Ela já existia muitos séculos antes de Cristo como uma doutrina originária da Babilônia, ao mesmo tempo que era praticada pelo povo de Israel em comemoração a sua saída do Egito.

O Ovo simbolizando começo, origem de tudo, abriu caminho para outras tradições. Ele é oriundo da mitologia antiga, nas religiões do oriente, nas tradições populares e uma grande parte do cristianismo.

Os ovos chegaram ao ocidente vindo do Antigo Egito. Na idade média os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar os ovos que eram cozidos e coloridos, e davam-se aos amigos na festa da primavera como lembrança da contínua renovação da vida.

Colorir ovos se tornou uma arte requintada.

No século XVIII a Igreja Católica Romana adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo, santificando ou cristianizando um costume originariamente pagão. Pilhas de ovos coloridos eram benzidos antes de serem distribuídos aos fiéis.

O coelho como símbolo da fertilidade surgiu por volta de 1215 na França, derivando-se também dos mistérios da Babilônia.

Modernamente o costume pagão de presentear os amigos na páscoa continua, não com ovos de galinha, mas com ovos de chocolate. Este apareceu mais ou menos em 1928 com a industrialização do produto.

Tanto o ovo como o coelho são costumes pagãos que foram cristianizados (introduzidos no cristianismo como costume originariamente cristão quando não o são)

Biblicamente, a Páscoa é exclusivamente uma festa judaica estabelecida por Deus para ser comemorada pelo povo de Israel, o povo judeu celebrando a sua libertação da terra do Egito.

No capítulo 12 de gênesis, Deus ordena o povo ao sacrifício de páscoa, para que todo primogênito de Israel fosse salvo do juízo divino e através disto deu-se início a libertação do povo de Israel da terra do Egito.

Gn.12:24-78 demonstram o propósito deste rito:

"... E acontecerá que quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: que culto é este vosso? Então direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípicios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou..." (Êx: 12:25-27)

Passagem do Anjo do Senhor
Páscoa =
Passagem pelo Mar Vermelho

A páscoa prefigurava a pessoa de Cristo que foi sacrificado por nós.

Cristo foi imolado (crucificado) no dia da páscoa às nove horas da manhã e expirou as três da tarde quando o sacerdote imolava o cordeiro pascal.

A páscoa bíblica consumou-se em Cristo que instituiu a ceia do Senhor como novo memorial no qual o crente comemora a morte do Senhor até que venha e sua libertação da condenação do pecado.

“Não há no N. T. lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram, para os gentios, abolidas na cruz.”

Jô.6:53-54 está escrito:

“ Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes do seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.
Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressucitarei no último dia.”

Jesus não estava falando literalmente, mas o sentido real causou um impacto muito grande. Comer carne humana e beber sangue era algo odioso na perspectiva dos judeus.

Quem é o que come da carne e bebe o sangue de Cristo?

I – É aquele que crê em Cristo, em tudo que disse que era, ensinou e fez. (Vs 35,40)
II – É aquele que o Pai conduziu a presença do Filho. (Vs. 37,14)
III – É aquele que é ensinado pelo próprio Deus. (v.45)

Bênçãos Provenientes destes atos:

a. Identificação. (Partilhar da natureza)
b. União Mística. (Relacionamento íntimo, comunhão)
c. Morte do Eu. (Gl.2:20)
d. Certeza de vida eterna.
e. Participação na família de Deus como filhos. (Jô.1:12)
f. Confiança na ressurreição. (1Cor.5)

Cristo é a nossa páscoa. A ceia do Senhor é o nosso memorial de libertação.
1cor.5: 7 Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa [páscoa], já foi sacrificado.
1Cor.11:23-31

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

1 Timóteo 4

1 Timóteo 1:1-4
por
João Calvino.

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus segundo o mandato de Deus, nosso Salvador, e do Cristo Jesus, esperança nossa, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus o Pai, e de Cristo Jesus nosso Senhor. Como te exortei a permaneceres em Éfeso, quando de viagem para Macedônia, que ordenasses a certos homens a não ensinarem uma doutrina diferente, tampouco se ocupassem de fábulas e genealogias intermináveis, que mais produzem questionamentos do que a edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
1. Paulo, apóstolo. Se porventura houvera ele escrito tão-somente a Timóteo, não haveria necessidade alguma de anunciar seus títulos e reafirmar suas reivindicações ao apostolado, como o faz aqui, pois certamente Timóteo ficaria suficientemente satisfeito como simples nome. Ele sabia que Paulo era apóstolo de Cristo, e não havia necessidade de comprovação alguma para convencê-lo, pois ele estava perfeitamente disposto a reconhecê-lo, e há muito que nutria tal sentimento. Portanto Paulo está aqui visando a outros que não estavam tão dispostos a dar-lhe ouvidos ou tão prontos a aceitar o que ele dizia. É por causa desses 'outros' que ele declara seu apostolado, a fim de que parassem de tratar o que ele ensina como se fosse algo sem importância.
E ele também alega que seu apostolado é pelo mandato ou designação de Deus, visto que ninguém pode fazer de si próprio um apóstolo. Mas o homem a quem Deus designara é apóstolo genuíno e digno de toda honra. Ele, porém, não tem a Deus o Pai como a única fonte de seu apostolado, senão que adiciona também o nome de Cristo. Pois, no governo da Igreja, o Pai nada faz que não seja através do Filho, de modo que todas as suas ações são assumidas juntamente com o Filho. Ele denomina a Deus de o Salvador, título este mais comumente destinado ao Filho. E no entanto é um título perfeitamente apropriado ao próprio Pai, pois foi ele quem nos deu seu Filho, de modo que é justo destinar-lhe a glória de nossa salvação. Pois somos salvos unicamente porque o Pai nos amou de tal maneira, que foi de sua vontade redimir-nos e salvar-nos através do Filho. A Cristo ele denomina de esperança nossa, título este que pertence especificamente a ele, pois é só quando olhamos para ele que começamos a desfrutar de boa esperança, porquanto é tão-somente nele que se encontra toda a nossa salvação.
2. A Timóteo, meu verdadeiro filho. Esta qualificação comunica grande honra a Timóteo, pois Paulo o reconhece como seu filho legítimo, não menos digno que seu pai, e deseja que outros o reconheçam como tal. De fato, ele enaltece a Timóteo como se ele fosse outro Paulo. Todavia, como seria isso consistente com o mandamento de Cristo: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai” [Mateus 23:9], e com a própria afirmação do apóstolo: “Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muito pais”; “não havereis de estar em muito maior submissão ao Pai dos espíritos” [1 Coríntios 4:15; Hebreus 12:9]? Minha resposta é que a alegação de Paulo de ser pai de forma alguma anula ou diminui a honra devida a Deus. Diz-se com freqüência que, se uma coisa é subordinada a outra, não haverá conflito entre elas. Isso procede no tocante à reivindicação de Paulo ao título pai em relação a Deus. Deus é o único Pai de todos no âmbito da fé, porquanto regenera a todos os crentes pela instrumentalidade de sua Palavra e pelo poder de seu Espírito, e é exclusivamente ele que confere a fé. Aqueles a quem graciosamente lhe apraz empregar como seus ministros, ao fazer isso ele admite que participem de sua honra, todavia sem resignar nada de si próprio. Assim, Deus era o Pai espiritual de Timóteo, e, estritamente falando, exclusivamente ele; Paulo, porém, que fora ministro de Deus no novo nascimento de Timóteo, reivindica para si direito ao título, porém em segundo plano.
Graça, misericórdia e paz. Ao introduzir aqui a palavra misericórdia em segundo plano, ele se afasta de seu método usual, provavelmente em função de seu amor especial por Timóteo. Ele, porém, não está observando a ordem exata das palavras, pois coloca 'graça' em primeiro lugar, quando devia estar em segundo, uma vez que é da misericórdia que a graça emana. É em razão de ser misericordioso que Deus primeiro nos recebe em sua graça, e então prossegue nos amando. Mas é perfeitamente normal mencionar a causa e em seguida o efeito, à guisa de explicação. Já discorri sobre a graça e a paz em outro lugar.
3. Como te exortei. Ou a afirmação é deixada incompleta, ou a partícula i[na é redundante; em ambos os casos, porém, o significado é óbvio. Primeiramente, ele lembra a Timóteo por que lhe pedia que ficasse em Éfeso. Foi com grande relutância, e só sob compulsão da necessidade, que Paulo se deixara separar de um assistente tão amado e fiel como Timóteo, para que, como seu correspondente, pudesse levar a cabo os deveres que demandavam a responsabilidade que não havia em nenhum outro para que se cumprissem. Isso deve ter exercido uma profunda influência em Timóteo, não só por tê-lo impedido de desperdiçar seu tempo, mas o ajudou a comportar-se de maneira excelente, além do comum. Ele aqui também encoraja Timóteo a opor-se aos falsos mestres que estavam adulterando a doutrina em sua pureza. Neste apelo para Timóteo cumprir seu dever em Éfeso, devemos notar a piedosa preocupação do apóstolo. Porque, enquanto se esforçava por estabelecer muitas novas igrejas, ele não deixava as anteriores destituídas de pastor. Indubitavelmente, como diz o escritor, “Para manter a salvo o que você já conquistou necessita-se de tanta habilidade quanta para conquistá-lo”. A palavra ordenar compreende autoridade, pois era o propósito de Paulo revestir a Timóteo com autoridade para que pudesse ele refrear a outros.
A não ensinarem uma doutrina diferente. O termo grego, eterodidaskalei~n [heterodidaskalein], que Paulo usa aqui, é composto, e pode ser traduzido num sentido ou de “ensinar de modo diferente, fazendo uso de um novo método”, ou “ensinar uma nova doutrina”. A tradução de Erasmo, “seguir uma nova doutrina”, não me satisfaz, visto que a mesma poderia aplicar-se tanto aos ouvintes quanto aos mestres. Se lemos: “ensinar de uma forma diferente”, o significado será mais amplo, pois Paulo estaria proibindo a Timóteo de permitir a introdução de novos métodos de ensino que sejam incompatíveis com o modo legítimo e genuíno que lhe havia comunicado. Assim, na segunda epístola, ele não aconselha Timóteo a simplesmente conservar a substância de seu ensino, mas usa o termo upotu>pwsiv, o qual significa uma semelhança viva de seu ensino. Como a verdade de Deus é única, assim não há senão um só método de ensiná-la, o qual se acha livre de falta pretensão e que degusta mais saborosamente a majestade do Espírito do que as demonstrações externas de eloqüência humana. Se alguém se aparta disso, ele deforma e vicia a própria doutrina; e assim, “ensinar de maneira diferente”, aponta para a forma.
Se lermos: “ensinar algo diferente”, então a referência será à substância do próprio ensino. É digno de nota que, por nova doutrina, significa não só o ensino que está em franco conflito com a sã doutrina do evangelho, mas também tudo o que, ou corrompe a pureza do evangelho por meio de invenções novas e adventícias, ou o obscurece por meio de especulações irreverentes. Todas as manipulações humanas são outras tantas corrupções do evangelho, e aqueles que fazem mau uso das Escrituras, como costumam fazer as pessoas ímpias, fazendo do Cristianismo uma engenhosa exibição, obscurecem o evangelho. Todo ensino desse gênero é oposto à Palavra de Deus e àquela pureza da doutrina na qual Paulo ordena aos efésios a permanecerem firmes.
4. Tampouco se ocupem de fábulas. Em minha opinião, o apóstolo quer dizer, por fábulas, não tanto as falsidades excogitadas, mas principalmente aqueles contos fúteis e levianos que não têm em si nada de sólido. Uma coisa pode não ser em si mesma falsa, e no entanto ser fabulosa. É nesse sentido que Suetônio falou de “história fabulosa”, e Levi usa o verbo fabulari [inventar fábulas], no sentido de palavrório tolo e irracional. Não há dúvida de que mu~qov [muthos], o termo que Paulo usa aqui, significa em grego fluari>a [fluaria], bagatelas, e quando ele menciona um tipo de fábula como exemplo do que tem em mente, toda dúvida se esvai. Ele inclui entre fábulas as controvérsias sobre genealogias, não porque tudo o que se pode dizer sobre elas seja fictício, mas porque é tolice e perda de tempo.
A passagem, portanto, pode ser tomada no seguinte sentido: não devem atentar para as fábulas como se fossem do mesmo caráter e descrição das genealogias. De fato é isso precisamente o que Suetônio quis dizer por história fabulosa, a qual, mesmo entre os homens das letras, tem sido com justa razão criticada pelas pessoas de bom senso. Pois era impossível não considerar ridícula essa curiosidade que, negligenciando o conhecimento útil, passou a vida inteira investigando a genealogia de Aquiles e Ajax, e despendeu suas energias em contar os filhos de Príamo. Se tal coisa é intolerável no aprendizado em salas de aulas, onde há espaço para agradável passa-tempo, quanto mais intolerável será a mesma para o nosso conhecimento de Deus. Ele fala de genealogias intermináveis, porque a fútil curiosidade não tem limites, mas continuamente passa de um labirinto a outro.
Que mais produzem questionamentos. Ele julga a doutrina por seu fruto. Tudo o que não edifica deve ser rejeitado, ainda que não tenha nenhum outro defeito; e tudo o que só serve para suscitar controvérsia deve ser duplamente condenado. Tais são as questões sutis nas quais os homens ambiciosos praticam suas habilidades. É mister que nos lembremos de que todas as doutrinas devem ser comprovadas mediante esta regra: aquelas que contribuem para a edificação devem ser aprovadas, mas aquelas que ocasionam motivos para controvérsias infrutíferas devem ser rejeitadas como indignas da Igreja de Deus. Se este teste houvera sido aplicado há muitos séculos, então, ainda que a religião viesse a se corromper por muitos erros, ao menos a arte diabólica das controvérsias ferinas, a qual recebeu a aprovação da teologia escolástica, não haveria prevalecido em grau tão elevado. Pois tal teologia outra coisa não é senão contendas e vãs especulações sem qualquer conteúdo de real valor. Por mais versado um homem seja nela; mais miserável o devemos considerar. Estou cônscio dos argumentos plausíveis com que ela é defendida, mas jamais descobrirão que Paulo haja falado em vão ao condenar aqui tudo quanto é da mesma natureza.
A edificação de Deus [aedificationem Dei]. Sutilezas desse gênero edificam os homens na soberba e na vaidade, mas não em Deus. O apóstolo fala de edificação que é segundo a piedade, seja porque Deus a aprova, seja porque ela é obediente a Deus, e nisso ele inclui o amor uns pelos outros, o temor de Deus e o arrependimento, pois todos esses elementos são frutos da fé que sempre nos conduz à piedade. Sabendo que todo o culto divino é fundamentado tão-somente na fé, ele creu ser suficiente mencionar a fé da qual dependem todas as coisas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Cristãos inoperantes.

Ricardo Gondim

Cresce, a cada dia, minha inquietação com algumas expressões da cristandade ocidental. Noto, por um lado, uma piedade desencarnada, sem relevância diante da vida, destituída de racionalidade e pobre de bom senso.
Percebo, por outro lado, uma espiritualidade cheia de boa vontade, recheada de “profetismos” e indignações, mas impotente e que pouco contribui na construção da história.
Minhas intuições mais primitivas me mostram algumas coisas. Antes! De antemão, já sei que estou perdendo uma grande parcela de pensadores cristãos que não valorizam as intuições no exercício teológico. Tudo bem. Adianto apenas que, ao falar de intuição, valho-me de meu berço pentecostal que me autoriza a também pensar com as entranhas.
Vamos aos meus “insights”:
1. Sugiro que se considere o livro de Eclesiastes como um dos principais eixos hermenêuticos para se compreender a Bíblia. Ele precisa ser levado mais a sério. Enquanto os evangélicos não tiverem coragem para encarar a vida com suas contingências, aleatorieades e com o porvir em aberto, não tem jeito, eles permanecerão de mãos atadas para transformar a realidade. O pretenso axioma de que o fim da história já está pronto, levará, por mais que se diga que não, a um fatalismo. Ora, se a história segue por trilhos que a Providência estabeleceu antes da fundação do mundo, mesmo que cruzemos os braços (postura que só nos traria prejuízo, aquiesço) ela chegará ao seu destino sem depender de nós. Esta compreensão, mesmo que sutilíssima, gera inoperância. Qual o futuro do Brasil? Se ele já estiver pronto, se já for conhecido plenamente, (não como possibilidade, mas como realidade) aqueles que não cooperarem, só perderão a oportunidade de serem participantes, porque o Brasil se transformará no que tiver de ser. Claro que existe um certo conforto em pensar no futuro como algo já determinado, e essa acomodação estanca a verve transformadora.
2. Percebo que alguns têm medo de rever seus conceitos de soberania divina; apavoram-se com a possibilidade de estarem diminuindo suas convicções teológicas e sentimentais sobre a onipotência divina. Nada mais próximo do sacrilégio, para alguns. Esses, sem conseguirem criticar a compreensão do senso comum sobre soberania divina, repetem que tudo está sob o controle absoluto de Deus e que nada acontece sem que ele tenha um propósito. Assim, estabelecem como verdade, mesmo sem perceberem, que todos os mínimos detalhes e todos os acontecimentos e desdobramentos do que existe é parte de um plano cósmico. Favelas? Desgraças mundiais? Terrorismo? Estupros? Tudo, absolutamente tudo, afirmam resolutos, faz parte da vontade de Deus e redundará em glória para o seu nome. Eu, porém, atrevo-me a dizer outras coisas sobre o assunto. Acredito que nem tudo o que acontece foi previsto, antecipado ou participa de uma intricada engrenagem celestial. Na minha opinião, a injusta distribuição da riqueza mundial, os gastos exorbitantes com armas e bombas, a cultura do acúmulo, do desperdício e do consumismo e até o moderno mito do progresso que destrói os ecossistemas, não têm nada a ver com Deus. Ele não pode pagar a conta do nosso egoísmo, da nossa perversidade e da nossa indiferença. A não ser que os evangélicos abandonem seus pressupostos deterministas da história, a ação cristã permanecerá à margem dos verdadeiros processos de mudança da realidade. 3. Noto que a doutrina da salvação (soteriologia) cristã joga para depois da morte, o processo que deveria salvar as pessoas para dentro da história. Cristo não salva apenas para garantir um "pós sepultura" de alegrias perenes. Ele deseja que seus discípulos experimentem, no quotidiano, uma qualidade de vida já contaminada de eternidade. A alvissareira mensagem evangélica anuncia que não basta salvar indivíduos de si mesmos, eles precisam ser salvos para o próximo; não basta salvar indivíduos do diabo, eles precisam ser salvos para não demonizarem suas relações sociais; não basta salvar os indivíduos do mundo, eles precisam ser salvos para voltar ao mundo e salgá-lo.
Enquanto não se criar coragem para repensar alguns pressupostos aceitos como dogmas e sem reflexão crítica, os cristãos continuarão se indignando com a morte de crianças, continuarão engrossando o coro dos revoltados, continuarão esmurrando mesas sagradas, mas pouco contribuirão para mudar a existência.
Religião só tem sentido quando afirma que o mundo não está do jeito que deveria; e o verdadeiro cristão precisa querer mudá-lo.Quem se atreve?
Soli Deo Gloria.

A Conversa Mais Famosa da Bíbliado

livro João “3:16”
de Max Lucado
Ele está esperando pelas sombras. A escuridão dará o abrigo que ele deseja. Por isso, ele espera a segurança do anoitecer. Senta-se perto da janela do segundo andar de sua casa, tomando um chá de folhas da oliveira, vendo o pôr-do-sol, esperando o momento propício. Jerusalém é fascinante nesta hora. A luz do sol desaparecendo, tinge as ruas de pedra, dá um tom dourado às casas brancas e realça o templo que lembra um bloco.
Nicodemos passa os olhos nos telhados de ardósia na enorme praça: brilhantes e resplandecentes. Ele andou pelo pátio da praça nesta manhã. Fará a mesma coisa de novo, amanhã. Ele irá se reunir com os líderes religiosos e fazer o que líderes religiosos fazem: discutir sobre Deus. Discutir sobre como alcançar Deus, agradar a Deus, satisfazer a Deus.
Deus.
Os fariseus conversam sobre Deus. E Nicodemos senta-se entre eles. Debatendo. Ponderando. Solucionando enigmas. Resolvendo dilemas. Amarrando sandálias no sábado. Alimentando pessoas que não trabalham. Divorciando-se de sua esposa. Desonrando os pais.
O que Deus diz? Nicodemos precisa saber. É seu trabalho. Ele é um homem santo e lidera homens santos. Seu nome aparece no grupo de elite dos estudiosos da Torá. Ele dedicou sua vida à lei e ocupa um dos setenta e um assentos da suprema corte da Judéia. Tem credenciais, influência e perguntas.
Perguntas para este galileu que pára multidões. Este mestre lá do fim do mundo que não tem diplomas, mas atrai pessoas. Que tem tempo de sobra para um happy hour com a multidão, mas pouco tempo para os sacerdotes e a casta seleta de santos. Expulsa demônios, dizem alguns; perdoa pecados, alegam outros; que limpa templos, Nicodemos não tem dúvida. Ele viu Jesus purificar o pórtico de Salomão.1 Viu a fúria. Açoite trançado, pombas voando. “Ninguém encherá os bolsos em minha casa”, explodiu Jesus. Assim que a poeira baixou e as coisas se acalmaram, sacerdotes em um empurra- empurra correram para investigar o passado de Jesus. O homem de Nazaré não foi elogiado no templo naquele dia.
Por isso, Nicodemos apareceu à noite. Seus colegas não podem saber do encontro. Não entenderiam. Mas Nicodemos não pode esperar até que entendam. Quando as sombras escurecem a cidade, ele sai e passa despercebido pelas sinuosas ruas de pedras. Passa pelos escravos que estão acendendo lâmpadas nos pátios e pega um caminho que acaba na porta de uma casa simples. Jesus e seus seguidores estão aqui, disseram para ele. Nicodemos bate na porta.
A sala barulhenta fica em silêncio quando ele entra. São homens do mar e coletores de impostos, não acostumados com o mundo intelectual de um estudioso. Eles se agitam onde estão sentados. Jesus faz um sinal para que o convidado se sente. Nicodemos obedece e começa a conversa mais famosa da Bíblia: “Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).
Nicodemos começa com o que ele “sabe”. Eu me preparei, sugere ele. Sua obra me impressiona.
Ouvimos um cumprimento parecido da parte de Jesus: “E eu ouvi falar de você, Nicodemos.” Nós esperamos, e Nicodemos também esperava, um bate-papo amigável.
Ninguém se manifesta. Jesus não faz menção à posição importante, às boas intenções ou às credenciais acadêmicas de Nicodemos, não porque não existam, mas porque, no algoritmo de Jesus, elas não têm importância. Ele simplesmente faz esta declaração: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (v. 3).
Repare a divisão continental das Escrituras, a linha internacional de data da fé. Nicodemos está de um lado, Jesus do outro, e Cristo não faz rodeios acerca das diferenças entre eles.
Nicodemos mora em uma terra de bons resultados, gestos sinceros e trabalho árduo. Dê o melhor para Deus, diz sua filosofia, e Deus fará o resto.
A resposta de Jesus? O melhor que você tem não serve para nada. Suas obras não funcionam. Seus melhores resultados não significam nada. Se você não nascer de novo, nem poderá ver o que Deus é capaz de fazer.
Nicodemos hesita em nome de todos nós. Nascer de novo? “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (v. 4). Você está brincando. Fazer a vida voltar para trás? Voltar a fita? Começar tudo de novo? Não podemos nascer de novo.
Ah, mas será que não gostaríamos? Refazer. Tentar de novo. Recarregar. Corações partidos e oportunidades perdidas aparecem em nosso rastro. Uma canja seria legal. Quem não gostaria de uma segunda chance? Mas quem pode consegui-la? Nicodemos coça o queixo e dá uma risadinha disfarçada. “É… um sujeito com barba grisalha como eu tem uma boa lembrança da ala da maternidade.”
Jesus não abre um sorriso. “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (v. 5). Neste momento, uma rajada de vento faz algumas folhas passarem pela porta ainda aberta. Jesus pega uma folha do chão e a segura. O poder de Deus funciona como esse vento, explica Jesus. Os corações recém-nascidos nascem do céu. Você não pode desejar, ganhar ou criar um. O novo nascimento? Inconcebível. É Deus quem cuida da tarefa, do começo ao fim.
Nicodemos olha ao redor da sala para os seguidores de Jesus. A expressão vaga no rosto deles revela o mesmo espanto. O velho Nico não tem um cabide no qual possa pendurar estes pensamentos. Ele fala de consertar-se a si mesmo. Mas Jesus fala — na verdade, apresenta — uma linguagem diferente. Não de obras que nasceram de homens e mulheres, mas de uma obra realizada por Deus.
Nascer de novo. Nascimento, por definição, é um ato passivo. A criança no ventre em nada contribui para o parto. As comemorações após o parto aplaudem o trabalho da mãe. Ninguém trata a criança como uma celebridade (“Bom trabalho, pequenino!”). Dão à criancinha uma chupeta e não uma medalha. A mãe merece o ouro. É ela que faz o esforço. Ela faz força, sofre dores e dá à luz.
Quando minha sobrinha deu à luz seu primeiro filho, ela convidou o irmão e a mãe para ficarem na sala de parto. Depois de testemunhar três horas de esforço físico, quando o bebê finalmente apareceu, meu sobrinho virou-se para a mãe e disse: “Desculpe todas as vezes que respondi mal para você.”
A mãe paga o preço do nascimento. Ela não procura a ajuda da criança nem pede seu conselho. Por que faria isso? O bebê nem pode respirar sem a ajuda do cordão umbilical, muito menos percorrer um caminho em direção à nova vida. Tampouco nós, Jesus está dizendo. O renascimento espiritual requer um pai ou uma mãe, e não uma criança capaz.
Quem é esse pai ou essa mãe? Examine a expressão estrategicamente selecionada — de novo. A língua grega oferece duas opções para de novo.2
1. Palin, que significa a repetição de um ato; refazer o que foi feito antes.3
2. Anothen, que também descreve um ato repetido, mas exige que a fonte original o repita. Significa “do alto, de um lugar mais alto, coisas que vêm do céu ou de Deus”.4 Em outras palavras, aquele que fez o trabalho da primeira vez o faz novamente. Esta é a palavra que Jesus escolheu.
A diferença entre os dois termos é a diferença entre uma pintura de Leonardo da Vinci e uma minha. Suponha que você e eu estejamos no museu do Louvre, admirando a Mona Lisa. Inspirado pela obra, eu pego um cavalete e uma tela e anuncio: “Vou pintar este belo retrato de novo.”
E pinto! Bem ali, na Sala dos Estados, exibo minha paleta, molho o pincel na tinta e recrio a Mona Lisa. Mas...Lucado não é nenhum Leonardo. A senhorita Lisa tem um desequilíbrio à la Picasso — um nariz torto e um olho mais alto do que o outro. Tecnicamente, no entanto, mantenho minha palavra e pinto a Mona Lisa novamente.
Jesus quer dizer algo mais. Ele usa o segundo termo grego, exigindo ação da fonte original. Ele usa o termo anothen, que, se considerado no museu de Paris, exigiria a presença do próprio da Vinci. Anothen exclui:Réplicas modernas.Tentativas de segunda geração. Imitações bem-intencionadas.
Aquele que o fez pela primeira vez deve fazê-lo novamente. O criador original recria sua criação. Este é o ato que Jesus descreve.
Nascer: Deus faz o esforço. De novo: Deus restaura a beleza.
Não tentamos novamente. Precisamos, não da força do eu, mas de um milagre de Deus.
O pensamento surpreende Nicodemos: “Como pode ser isso?” (v. 9). Jesus responde com o maior diamante de esperança de toda a Bíblia.
Porque Deusamou o mundo de tal maneiraque deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crênão pereça, mas tenhaa vida eterna.
Uma exposição de 28 palavras de esperança: começando com Deus, terminando com a vida e encorajando-nos a fazer o mesmo. Conciso o suficiente para ser escrito em um guardanapo ou memorizado em um instante, porém, sólido o suficiente para superar dois mil anos de tempestades e dúvidas. Se você não sabe nada da Bíblia, comece por aqui. Se você sabe tudo da Bíblia, volte para este texto. Todos nós precisamos do lembrete. A essência do problema humano é o coração do ser humano. E o tratamento de Deus está prescrito em João 3:16.
Ele ama. Ele se deu. Nós cremos. Nós vivemos.
As palavras são para as Escrituras o que o rio Amazonas é para o Brasil — uma entrada que leva ao coração do território. Acredite nelas ou descarte-as, aceite-as ou rejeite-as; qualquer reflexão séria acerca de Cristo deve incluí-las. Um historiador inglês descartaria a Carta Magna? Egiptólogos ignorariam a pedra de Roseta? Você conseguiria meditar nas palavras de Cristo e jamais imergir em João 3:16?
O versículo é um alfabeto da graça, um sumário da esperança cristã, cada palavra é um cofre com jóias. Leia-o novamente, devagar e em voz alta, e observe a palavra que prende sua atenção. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
“Deus amou o mundo de tal maneira...” Esperaríamos um Deus motivado pela raiva. Um Deus que castiga o mundo, recicla o mundo, abandona o mundo... mas um Deus que ama o mundo?
O mundo? Este mundo? Pessoas que partem o coração, que roubam a esperança e que acabam com sonhos vagueiam por este mundo. Ditadores ficam furiosos. Os que abusam impõem sua vontade. Reverendos pensam que merecem o título. Mas Deus ama. E ele ama o mundo de tal maneira que deu suas:
Declarações? Regras? Sentenças? Ordens?
Não. A declaração de João 3:16 que acalma o coração, que é difícil de entender, e que faz ou quebra acordos é esta: Deus deu o seu Filho... o seu Filho unigênito. Não há idéias abstratas, mas um Deus envolto em carne. As Escrituras igualam Jesus a Deus. Deus, então, se entregou. Por quê? Para que “todo aquele que nele crê não pereça”.
John Newton, que pôs a fé em forma de música em Amazing Grace (Preciosa Graça), adorava esta expressão que quebra barreiras. Ele disse: “Se eu lesse: ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que, quando cresse, John tivesse a vida eterna’, eu deveria dizer, talvez, que existe algum outro John Newton; mas ‘todo aquele que’ significa este John Newton e o outro John Newton, e todos os demais, seja qual for o nome.”5
Todo aquele que… uma expressão universal.
E pereça... uma palavra séria. Gostaríamos de amenizar, se não apagar, o termo. Não Jesus. Ele põe placas que dizem “Não Entre” em cada milímetro do portão de Satanás e diz para aqueles que estão propensos a entrar no inferno que o façam sobre seu cadáver. Ainda assim, algumas almas insistem.
No final, algumas perecem e outras vivem. E o que determina a diferença? Não são obras ou talentos, origens ou bens. Nicodemos tinha essas coisas aos montes. A diferença é determinada por nossa crença. “Todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Os tradutores da Bíblia nas ilhas Novas Hébridas se esforçaram para encontrar um verbo apropriado para crer. Este foi um problema sério, uma vez que o termo e o conceito são essenciais para as Escrituras.
John G. Paton, um tradutor da Bíblia, encontrou, por acaso, uma solução enquanto estava caçando com o membro de uma tribo. Os dois apanharam um grande veado e o levaram preso em um varal até a casa de Paton pela trilha escarpada de uma montanha. Quando chegaram à varanda, os dois soltaram a carga e se jogaram nas cadeiras da varanda. Ao fazerem isso, o nativo exclamou na língua de seu povo: “Meu Deus, é bom se estender aqui e descansar.” Paton imediatamente pegou um papel e um lápis e anotou a frase.
Assim, sua tradução final de João 3:16 poderia ser expressa desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele se estende não pereça, mas tenha a vida eterna.”6
Estenda-se sobre Cristo e descanse.
Foi o que Martinho Lutero fez. Quando o grande reformador estava morrendo, dores de cabeça intensas o deixaram de cama, abatido pela dor. Ofereceram-lhe um medicamento para aliviar o sofrimento. Lutero recusou e explicou: “Minha melhor prescrição para a cabeça e o coração é que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”7
A melhor prescrição para a cabeça e o coração. Quem não se beneficiaria com uma dose? Aconteceu que Nicodemos teve a sua parte. Quando Jesus foi crucificado, o teólogo apareceu com José de Arimatéia. Os dois deram os pêsames e participaram do enterro de Jesus. Não foi um pequeno gesto, diante da atmosfera contrária a Cristo naquele dia. Você não acha que Nicodemos sorriu e pensou na conversa que tiveram, assim que chegou às ruas a notícia de que Jesus estava fora do túmulo e em pé novamente?
Nascer de novo, é? Quem teria imaginado que ele começaria consigo mesmo.

Porque é necessário aprender os princípios hermenêuticos?

Para não cometermos determinados erros de interpretação, tais como:

Falta de conhecimento de Geografia Bíblica. Em que cidade era a praia que o grande peixe vomitou Jonas? (Jn.2:10 - 10 Falou, pois, o Senhor ao peixe, e o peixe vomitou a Jonas na terra.)

Falta de conhecimento de Contexto histórico. Porque Jonas não queria ir pregar em Ninive? (Jn.1:1-2 - 1 Ora veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: 2 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. 3 Jonas, porém, levantou-se para fugir da presença do Senhor para Társis.

Não observância do contexto bíblico. Jeremias diz que é pecado a gente ser fiador de outra pessoa? (Jr.9:4 - 4 Guardai-vos cada um do seu próximo, e de irmão nenhum vos fieis; porque todo irmão não faz mais do que enganar, e todo próximo anda caluniando.)

Falta de conhecimento do contexto religioso. Tiago diz que a justificação do homem diante de Deus também é pelas obras? (Tg.2:24 - 24 Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé.)

Falta de conhecimento acerca do contexto literário. Paulo ensina que Jesus foi o primeiro ser criado? (Col.1:15 - 15 o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;)

Falta de conhecimento gramatical bíblico. Jesus afirmou que a terra comanda o céu? (Mt.16:19 - 19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.; 18:18-19 - 18 Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu. 19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.)

77 DECISÕES IMPORTANTES PARA O SEU CASAMENTO, À LUZ DA BÍBLIA

1. Aceite o seu cônjuge como ele é."Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;" (I Cor. 13:5)
2. O casamento tem três pilares de sustentação: fé, comunicação e sexo."Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne." (Efésios 5:31)
3. Evite afirmativas que aumentem o conflito, como por exemplo "você sempre...", "todas as vezes..."."Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde." (Prov. 12:18)
4. Para manter o cálice do amor transbordando em seu casamento, admita logo o erro quando estiver errado e cale-se quando estiver certo."Semelhante, vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras;" (I Pedro 3:1)
5. Feche a porta do divórcio."Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais." (Malaquias 2:16)
6. O casamento é uma instituição sagrada para o Senhor."Assim não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". (Mat.19: 6)
7. Siga o padrão de Deus para o seu lar."Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido." (Efésios 5:22,23,33)
8. Toda esposa necessita de gentileza no falar, no gesticular, no agir. Toda mulher necessita de um amigo."Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo." (Efésios 5:28)
9. A pessoa amada tem necessidades diversificadas. Entre elas: ouvir palavras que declarem seu valor e sua importância (palavras de afirmação), e/ou receber inteira atenção, sem dividi-la (qualidade de tempo)."Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que também ouve em Cristo Jesus," (Filipenses 2:4,5)
10. A pessoa amada tem necessidades diversificadas. Entre elas: receber expressões de serviços como doação do outro que a fará sentir-se importante e/ou receber presentes."Igualmente vós maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações." (I Pedro 3:7)
11. Existem pessoas que necessitam sentir-se lembradas, valorizadas. Para estas, receber presentes é uma expressão forte de amor."Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade." (Provérbios 5:18)
12. Aprender a ouvir o cônjuge é muito parecido com o aprendizado de uma língua estrangeira. Persevere, vale à pena!"Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." (Tiago 1:19,20)13. É sempre inteligente declarar sua apreciação pelas coisas boas que seu cônjuge faz, e com sinceridade."O amor não seja fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem." (Romanos 12:9)
14. Fazer alguém feliz pode significar, às vezes, abrir mão do bem estar pessoal momentâneo, como por exemplo, comodismo, preguiça, egoísmo."Andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (Efésios 5:2)
15. O que você diz pode salvar ou destruir uma vida. Portanto, use bem as suas palavras e você será recompensado. "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" (Salmos 19:14)
16. Nos relacionamentos, a comunicação não deve ser soberba. "Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria." (Provérbios 13:10)
17. Ataque o problema, e não ao outro. "Tem visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele." (Provérbios 29:20)
18. Os problemas não podem ser acumulados para depois descarregar sobre o outro. Enfrente e resolva-os com maturidade. "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios." (Provérbios 4:23,24)
19. Expresse os sentimentos sem agredir o outro. "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouve." (Efésios 4:29)
20. Busque o melhor momento para se comunicar. "O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua." (Prov. 18:13)
21. Aprenda a perdoar (esquecendo) para não criar raiz de amargura. Lembre-se de esquecer! "Todos os dias dos aflitos são maus, mas o de coração alegre tem um banquete contínuo." (Prov. 15:15)
22. Um não deve atirar sentimentos no outro. Busque trazer soluções quando apresentar os problemas (apontar erros). "O homem se alegra na resposta da sua boca, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!" (Prov. 15:22)
23. Cuidado quando for utilizar o humor para não aumentar a tensão. Utilize o humor só quando tiver convicção que vai aliviar a tensão. "O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos ímpios derrama em abundância as coisas más." (Prov. 15:28)
24. Se quiser manter o cálice do amor transbordando em seu casamento, não utilize o sarcasmo um para com o outro. "A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derramam a estultícia." (Prov. 15:2)
25. No casamento, a comunicação deve ser adequada. O amor faz solicitações e não imposições. "A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto." (Prov. 18:21)
26. Quando você e seu cônjuge experimentar das adversidades da vida, não comunique a Deus o tamanho delas, mas diga para as adversidades o tamanho do seu Deus. "Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus." (Filipenses 4:6)
27. Escolha o momento certo e o local adequado para falar ao outro o que mais desagrada a você. "A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A sabedoria do homem lhe dá paciência; a sua glória está em esquecer ofensas." (Provérbios 15:1; 19:11)
28. Concentre-se em resolver as incompatibilidades que geram tensões conjugais. "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? ... tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisto pensai." (Amós 3:3 / Filip. 4:8)
29. Uma pessoa não pode se deixar vencer pelo desespero, mas o vença pelo conhecimento da palavra de Deus. "O coração sábio buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia." (Prov. 15:14)
30. Comunicação é um processo lento de maturidade de compreender e de se fazer compreendido. "Os lábios dos sábios derramarão o conhecimento, mas o coração dos tolos não faz assim." (Prov. 15:7)
31. As mulheres têm necessidades de conversar com seu companheiro e tê-lo como um grande amigo. "Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor." (Prov. 18:22)
32. O casal deve andar juntos, não só literalmente. O diálogo é fundamental para que haja compreensão. "O amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha;..." (I Coríntios 13: 6-8)
33. A cooperação também é importante para um casal que deseja andar, literalmente, juntos. "E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles." (Jeremias 32:39)
34. Trate o seu arranhão hoje, para mais tarde não se tornar algo mais sério. Não deixe para tratar o pecado amanhã. "Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo." (Ef. 4:26,27)
35. Decida amar seu cônjuge na linguagem que ele consegue compreender: seja palavras de afirmação, qualidade de tempo, formas de servir, toque físico, ou mesmo presentes. "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece." (I Coríntios 13:4)
36. Marido e esposa, a comunicação é a chave do casamento. Portanto, compartilhe ao outro a sua própria linguagem do amor. "Como cerva amorosa, e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente." (Provérbios 5:19)
37. O objetivo do amor não é obter o que se deseja, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem se ama. "Portanto, cada um de nós, agrade ao seu próximo no que é bom para edificação." (Romanos 15:1)
38. A fidelidade entre marido e esposa é fruto da relação de ambos com Deus. "O que adultera é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará." (Provérbios 6:32,33)
39. "Achar tempo" é questão de prioridade. Se a linguagem do seu cônjuge é qualidade de tempo, comece a planejar, abra mão de algumas atividades particulares em prol do outro. Vai valer a pena, acredite! "O amor não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;" (I Coríntios 13:5)
40. Há várias formas de presentear. O mais importante é a mensagem nas entrelinhas que o presente trás. Use e abuse de sua criatividade. "Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e modo." (Eclesiastes 8:5)
41. Presente X Dinheiro. Investir no amor do seu cônjuge é semelhante a aquisição das ações mais caras da bolsa de valores. "As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-los; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam." (Cantares 8:7)
42. Para Adão, Deus não criou os amigos, mas uma esposa. A instituição sagrada chamada "Família" nasceu do coração de Deus, e Ele não comete erros. "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem." (Hebreus 12:15)
43. Todas as tentações que um casal pode sofrer, também podem enfrentar e vencer. "Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; bem-aventurado todo aquele que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam." (Provérbios 1:2,12)
44. Por trás de um marido passivo há quase sempre uma esposa selvagem e/ou rixosa. "É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça." (Provérbios 21:19)
45. Toda tribulação na vida de um casal cristão é passageira. "Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. ...e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (João 16:33/ I João 5:4)
46. Os problemas internos ou externos podem turbar o espírito do casal, mas jamais destruí-los, quando Jesus Cristo é o alicerce da relação. "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração." (Romanos 12:12)
47. Um lar tem início com um compromisso de amor e fidelidade, e Deus como o seu arquiteto. "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." (Salmos 127:1)
48. A jóia mais preciosa que um homem pode dar a sua esposa é amá-la incondicionalmente, sendo este também o presente mais almejado pelos filhos. "Vós, maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela," (Efésios 5:25)
49. É possível o casal discordar sem brigar. Procure não exagerar nem se envolver em rixas. "Toda a amargura, e ira, e cólera e gritaria, e blasfêmia e toda malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." (Efésios 4:31)
50. Procure se colocar na posição do seu cônjuge para entender melhor algumas de suas opiniões. Evite aborrecer um ao outro. "...não amemos de palavras, nem de língua, mas por toda obra e em verdade." (I João 3:18)
51. Procure ser um bom ouvinte, mas não use do silêncio para representar ao cônjuge uma resposta negativa ou frustá-lo ao hesitar responder. "Com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos (grego = sustentando) uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz." (Efésios 4:2,3)
52. É importante para o casal sempre escolher o melhor momento e hora para dialogar, definir as áreas de concordância e de discordância, e fazer uma alta análise de si mesmos. "O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!" (Provérbios 15:23)
53. É importante para o casal identificar sua parcela de culpa nos conflitos, quando necessário mudar de atitudes ou comportamento, contribuindo assim, para a resolução dos mesmos. Orar juntos, pedindo a orientação e graça de Deus, nestes momentos é fundamental. "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Rom. 13:10)
54. Esposa, procure ser sempre bondosa para com as virtudes do seu cônjuge e um pouco cega para as faltas do mesmo. "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelos desejos da carne e engano; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade." (Ef. 4:22,24)
55. Palavras agradáveis, porém sinceras, solidificam a relação e produzem um eco verdadeiramente eterno. "Favos de mel são as palavras agradáveis, doçura para a alma e saúde para os ossos." (Prov.16:24)
56. Alguns casais afim de se firmarem na vida, se esquecem de viver e de crescer espiritualmente. "Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Pois que aproveita ao homem chamar o mundo inteiro e perder a sua alma?..." (Romanos 8:6/ Mateus16:26)
57. Um falar sem o alimento espiritual é um lar onde há o pão de cada dia para se alimentar o corpo, porém a alma nunca é suprida. "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4:4)
58. Para perdoar seu cônjuge é necessário dar amor quando não existe motivo para dar. Para que ambos sejam felizes é indispensável que se tornem bons perdoadores. "Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." (Efésios 4:32)
59. O amor faz o giro do mundo valer a pena. Ele é o produto do hábito e deve motivar o cônjuge levar sempre a sério o outro, ao invés de si mesmo em demasia. "Completai a minha alegria, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo." (Filipenses 2:2,3)
60. O bom senso somado ao amor apagam a linha divisória entre o seu e o meu. "Desposar-te-ei comigo para sempre; eu te desposarei comigo em justiça, em juízo, em benignidade e em misericórdia." (Oséias 2:19)
61. Deus nos criou sexuais não somente para a procriação, mas também para o prazer sexual do casal. "O que acha uma esposa, acha uma coisa boa, e recebe o favor do Senhor. Goza a vida com a mulher que amas todos os dias da tua vaidade..." (Provérbios 18:22; Eclesiastes 9:9a)
62. Tanto o marido como a esposa têm direitos e deveres. Diante de Deus, cada um é responsável em colocar como prioridade, as necessidades sexuais e emocionais do outro. "Como vós quereis que os homens façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também." (Lucas 6:31)
63. Limite não há para o prazer sexual, desde que o casal esteja dentro da vontade e princípios de Deus. E não há espaço para razões egoístas. "Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas." (Provérbios 5:21)
64. Quando um casal sela um compromisso com Deus e a Sua palavra, não há limites para a satisfação sexual que podem experimentar. "...Tornando-se uma só carne; o amor jamais acaba..." (Gênesis 2:24b/ I Coríntios 13:8a)
65. Criatividade, assim como a tomada de atitude dos cônjuges em relação à própria sexualidade, também se constitui no alicerce para o êxtase do prazer sexual. "Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor." (Cantares 2:3,4)
66. O prazer sexual deve basear-se tanto na aceitação da satisfação sexual do outro, como, principalmente, na aprovação de Deus. "...Sabendo que nenhum sodomita herdará o reino de Deus; venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula..." (I Coríntios 6:9/ Hebreus 13:4a)
67. O stress de ordem financeira, na família, por vezes, é fruto da falta de discernimento em distinguir entre necessidades e desejos. "Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho...Vigiai e orai para que não entreis em tentação..." (Filipenses 4:11/ Marcos 14:38a)
68. O descontrole financeiro tem sido um forte adversário do amor entre marido e mulher. O casamento requer compromisso, da mesma forma, tudo que é bom. "Ora, a perseverança deve terminar a sua obra, para que sejais maduros e completos, não tendo falta de coisa alguma." (Tiago 1:4)
69. Um casal que se ama deve estar sempre pronto a ser flexível e ajustar-se a qualquer mudança radical, objetivando o ajuste financeiro. "...Em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a Ter fome; tanto a Ter em abundância, como a padecer necessidades. Posso todas as coisas naquele que me fortalece." (Filip. 4:12,13)
70. Um casal deve aprender a fazer investimentos sábios para o Reino de Deus, com boa vontade e não por obrigação. "Mas ajunteis tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam...Servo bom e fiel sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor..." (Mateus 6:19,20; 25:14-30)
71. Um casal sábio e temente jamais coloca "Deus na parede", financeiramente falando. Contudo, reconhece que Ele é capaz de suprir a falta de dinheiro quando ocorrer. "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4:19)
72. O relacionamento sexual também é uma mistura de comunicação, unidade, prazer e entrega entre os cônjuges. "O marido conceda à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. Completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa." (I Coríntios 7:3/ Filipenses 2:2)
73. No casamento não deve existir espaços para razões egoístas, pois quem ama não priva o outro do prazer sexual sem que haja concordância mútua. "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes para que Satanás não vos tente por causa da incontinência." (I Coríntios 7:5)
74. Toda esposa deseja se sentir amada e desejada. Toda esposa sábia é capaz de comunicar seus sentimentos. "Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis. Abre a boca com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua." (Provérbios 31:10, 26)
75. O tom de voz errado tem sido o grande vilão para os atritos da vida conjugal. "E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." (Colossenses 3:14)
76. Compartilhar as tarefas domésticas também é uma prova de amor. "E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção." (Filipenses 1:9)
77. O melhor de um casamento de muitos anos é apaixonar-se muitas vezes, sempre pela mesma pessoa. "Agora permanecem estas três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor. Portanto, cuidai-vos de vós mesmos, e ninguém seja desleal para com a mulher da tua mocidade." (I Cor 13:13/ Malaquias 2:15)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

VIVENDO EM UM LAR ONDE HÁ NORMAS

Texto: Ef.5:22-31

Em todos os segmentos da experiência humana, sempre tornou-se necessário estabelecer-se limites para os intentos do coração do homem. Desde o mais complexo sistema legislativo até a administração de um pequeno negócio existem normas preestabelecidas as quais devem ser respeitadas para um bom funcionamento das partes; isto é uma coisa imprescindível.

Imagine um mundo sem normas para serem respeitadas. Como ele estaria? A resposta mais correta para esta indagação seria: "Um Caos".

O que fazer então para que o ser humano possa compreender a necessidade de submeter-se as normas? Como forjar este tipo de consciência em seu caráter? De onde deveríamos começar?
A resposta a estas três perguntas é uma só: No Lar.

O lar é a primeira escola a qual nossos filhos tem acesso. O bom desempenho na vida depende quase que exclusivamente ao tipo de treinamento que ele recebe em casa; se falhar-mos, ele também falhará em seu desempenho para com a sociedade.

É duro dizer isso; se o nosso filho é desobediente, insubmisso, sem respeito a nós, fomos nós que falhamos em algum lugar, em alguma parte de nosso treinamento, a culpa maior é nossa.

Temos que entender que o nosso lar é a escola que vai incutir na criança os princípios que vão formar o seu futuro caráter e moldar a sua personalidade. Por este motivo, o nosso lar deve ser um lar estruturado sobre normas.

Você gostaria de dirigir se não houvesse limites de velocidade, semáforos, sinalização nas ruas, preferenciais? É difícil a mente humana conceber a tragédia que isso seria. Todos compreendem a necessidade das normas de trânsito.

Mas, e na família?

As normas de uma família se enquadram em quatro categorias:

· Normas para a mãe
· Normas para o pai
· Normas para os filhos
· Normas gerais que se aplicam a todos os membros da família.

Voltamos a lembrar: " Aquilo que fazemos fala mais alto do que aquilo que falamos."

1. Normas para o Pai.

· Deve exercer o seu papel de líder da família. (Ef.5:23)
· Devem ser guiados pelo amor. (Ef.5:25,28)
· Devem ser incentivadores e promovedores do crescimento espiritual da família. (Ef.5:25-26) - se tem que Ter um mais crente, este deve ser o marido.
· Deve cuidar das necessidades pessoais dos integrantes da família. (Ef.5:27-28)
· Deve ser o preservador da estabilidade conjugal. (Ef.5:31)
· Deve honrar a sua mulher. (1Pe.3:7)

2. Normas para a Mulher.

· Deve ser submissas ao marido por causa da posição que Deus o confiou. (Ef.5:22; 1Pe.3:1)
· Honre o marido e respeite-o. (Ef.5:33)
· Devem buscar prioritariamente a santidade da vida como adorno maior. (Col.2:9-10; 1Pe.3:2-5; 1Tm.3:11)
· Deve cuidar dos filhos. (Pv.22:6)

3. Deveres dos Filhos.

· Honrar. (Ex.20:14; Ef.6:2)
· Obedecer à Deus e aos pais. (Ef.6:1; Col.3:20; 1Pe.1:14)