quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OS TRÊS TEMPOS DA SALVAÇÃO

O termo “Sotereologia” deriva-se de duas palavras gregas – soteria e logos. Aquela quer dizer salvação, e esta, significa palavra, discurso, doutrina. Sotereologia, portanto, é a doutrina da salvação.

Na Antropologia vimos, que todos os homens são, por natureza, totalmente depravados, culpados diante de Deus e sob a penalidade da morte. A Sotereologia trata de todos esforços divinos da Santíssima Trindade em providenciar a salvação para todo aquele que crê. Abrange em si, muitas outras doutrinas bíblicas, tais como reconciliação, propiciação, arrependimento, fé, regeneração, perdão, justificação, santificação, preservação ou perseverança dos santos e glorificação.

Devido-se este estudo em duas grandes partes: A primeira, a pessoa e obra de Cristo em efetuar a salvação, também chamada de Cristologia; e a segunda, a pessoa e obra do Espírito Santo em aplicar a salvação ao coração do pecador, também chamada pneumatologia.

Desde que a doutrina da salvação estende-se até a perfeição final na glória, podemos dividí-la em três tempos, a saber: Passado, presente e futuro. Fomos salvos da culpabilidade do pecado, estamos sendo salvos do poder ou domínio do pecado e seremos salvos dos efeitos do pecado.

1. O Passado: O crente foi salvo da culpabilidade e da penalidade do pecado quando creu em Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador.

At. 4:12 - "12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser [salvos]."
Rom.8:1 - "1 Portanto, agora nenhuma [condenação] há para os que estão em Cristo Jesus."
Jo.5:24 - "24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em [juízo], mas já passou da morte para a vida."
Lc. 7:50; At. 16:30-31; ICor 1:18; Ef 2:8; 2Tim 1:19.

No momento em que um incrédulo crê no Senhor Jesus Cristo, ele é completamente salvo de toda a condenação; nunca jamais entrará em juízo. A dívida espiritual e moral que havia contraído com Deus é instantâneamente, de uma vez para sempre quitada ou liquidada. (A doutrina da justificação)

2. O Presente: O crente está sendo salvo do poder e do domínio do pecado.

Jo 17:17 - "17 Santifica-os na [verdade], a tua palavra é a [verdade]."
Rom. 6:1-14 - "6 sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do [pecado] fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao [pecado]."
Fil. 2:12,13 - "12 De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa [salvação] com temor e tremor;"
Ef. 2:10 - "10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para [boas obras], as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."

Durante esta vida, o crente nunca chega a ser livre da presença do pecado. Porém, pelo poder divino, do Espírito Santo, ele pode dominar sua velha natureza pecaminosa. A pessoa começa essa luta pelo domínio do homem velho logo após a regeneração e continua atré a morte. (A doutrina da santificação)

3. O Futuro: Aquele que crê será salvo da presença do pecado quando for apresentado sem mancha na glória.

Rom. 13:11 - "11 E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do [sono]; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes."
1Cor. 15:52 - "52 num momento, num [abrir] e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados."
1Pe 1:3-5 - "3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós,
5 que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo;
1Jo 3:1-2 - "1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele.
2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.(A doutrina da glorificação)

Em conclusão: Deus quando estabeleceu o Seu plano salvífico, ele não estabeleceu uma parte da salvação que dependia dele e uma parte da salvação que dependia do homem, mas, sim, um plano de salvação que quando alcançasse um ser humano, este poderia Ter plena convicção e certeza de que, aconteça o que acontecer, passe ele o que passar, ele chegará lá porque a obra que Deus efetuou os fará chegar lá. (cf. Fp.1:6; Rom. 8:35-39 " Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? ... Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

· ao sangue de Cristo (tempo passado),
· ao Espírito Santo de Cristo (tempo presente)
· e a glória de Cristo (tempo futuro).

Também se relaciona as vindas de Cristo:

· a primeira vinda (o passado),
· agora aparecendo a direita de Deus para interceder por nós, Rom.8:34 (o presente),
· e a segunda vinda, sem pecado, para a salvação, Heb 9:24-28 (o futuro).

Tudo isto constitui o seu trabalho medianeiro como:

· Profeta – falando por Deus aos homens, mostrando-lhes o caminho da salvação (o passado);
· Seu ofício como sacerdote, intercedendo com Deus para os homens (o presente);
· e a sua obra como Rei, vindo em poder para reinar sobre os homens para Deus (o futuro).

Portanto, devemos ter toda a ousadia da fé porque temos sido salvos; e, uma firme esperança porque, na sua vinda, quando a glória for revelada, seremos salvos; e, no presente, a sinceridade do amos porque estamos sendo salvos.

A fonte e o autor de nossa salvação é Deus e Deus somente. Mesmo a boa vontade de aceitar o evangelho, a fé inicial, vem de Deus.Ef 2:8-9; Fil 1:28-29. A salvação é a maior obra de Deus para com os homens. (conf. Is. 53 e Sal. 8:3) Naquele, o braço divino traz a salvação Is. 59:16, e neste, a criação de todas as coisas é efetuada pela obra dos seus dedos. No segundo, Cristo só precisou falar – “... haja e houve”, mais o primeiro precisou morrer. Na cruz infamante a terra embebeu o sangue do Seu Criador, tudo isso para salvar um só miserável pecador, mas, abrindo o caminho para este, fez removíveis a todos.

OS ASPECTOS DA SALVAÇÃO

Texto: Rom.3:24

Basicamente, em termos de religião, só existem duas confissões de fé evidentes. Apesar de haverem várias diferenças quanto a diversidade de postulados, no que concerne a doutrina da salvação somente existem dois pontos totalmente divergentes: O primeiro, é o que é defendido por praticamente todas as demais religiões do mundo excetuando a nossa o qual é o da salvação meritória ou que leva em consideração as obras humanas. Em segundo lugar estamos nós e sós. Somos o único grupo que defende a doutrina da salvação pela graça, ainda que existam grupos denominados evangélicos que não aceitam muito bem esta idéia, porém, querem ainda assim ser reconhecidos como tal.

Porém, quando analizamos as Escrituras e o que ela ensina sobre salvação, automaticamente devemos desconsiderar qualquer tipo de ensino a respeito de salvação que a condicione a qualquer tipo de obra que eu faça ou deixe de fazer. Paulo chama o evangelho que condiciona a salvação às obras humanas de maldito, pois, a nossa salvação depende exclusivamente da obediência e expiação substituta efetuada por Jesus por nós e em nosso lugar.

Quais os três aspectos da salvação que podemos ver nesse textos que nos fazem rejeitar qualquer tipo de ensino sobre salvação que a condicione a prática de obras humanas?

1. A salvação é um ato de absolvição plena e completa.
" ... Sendo justificados ..."

Ao contrário da perspectiva judaica que buscava nos méritos humanos uma forma de ser declarado justo por Deus nodia do juízo final, Paulo descobre no evangelho que o homem não precisa esperar até o dia do juízo para saber se está justificado ou não. No Evangelho ou segundo ele, Deus declara o homem justo no início do percurso e não no fim dele.. Se declaro justo no início do percurso não pode fazê-lo com base nas obras, mas sim, como um ato da livre graça, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos diante de si
.
2. Nos é concedida sem que nós tenhamos que fazer nada para recebê-la.
" ... gratuitamente ..."

Diz respeito ao fato de que, pela minha fraqueza, jamais poderia alcançar as exigências feitas pela justiça e lei de Deus, Ele estabeleceu um plano que, ao ser aplicado a minha vida não me exigiria nada, absolutamente nada como pagamento; se Ele assim o fizesse, Seu plano seria frustrado e Ele demonstraria que não era um Deus Sábio. Porém, como isso não pode acontecer então a recebemos por um ato de fé que também é um presente gratuíto da parte do nosso Deus.

3. Ela é recebida sem que haja em nós nenhum tipo de mérito que Deus possa Ter levado em consideração para nos eleger.
" ... pela sua graça ..."

Graça significa: favor imerecido. Deus, na plicação de Sua salvação Ele não nos concede aquilo que merecemos (Ira, Juízo), mas aquilo que precisamos e isso sem levar em consideração o nosso estado. (Rom.1:16)

4. Ela é definitiva pois trata da retirada aos olhos de Deus de tudo aquilo que me tornava ofensivo a Ele e consequentemente merecedor de Sua Ira.
" ... pela redenção que há em Cristo Jesus ... "

Redenção diz respeito a Compra, resgate, pagamento, ou seja, tudo que precisava ser feito para que as exigências da justiça e da lei de Deus fossem satisfeitas, Cristo fez em nosso lugar.
· Obedeceu totalmente a lei
· Recebeu sobre sí todo o juízo que me estava proposto.

Daí, se Ele obedeceu tudo e recebeu todo o castigo; eu nele, aos olhos de Deus jaá obedeci tudo e já paguei a pena que devia pagar e por isso estou totalmente e definitivamente absolvido.

O QUE É REAVIVAMENTO?

Texto: Hc.3:1-3

Quando eu cito esta palavra o que vem a sua mente?

· Nos EUA logo se pensa numa campanha evangelística imensa, quando um pregador famoso é chamado para pregar, onde haverá músicas especiais e várias reuniões especiais são programadas.
· Quem sabe em sua mente avivamento queira dizer alguma coisa diferente. Talvez um borbulhar de entusiasmo dentro da igreja. Quem sabe um cantar, um louvar diferente do habitual.

Ao falar em reavivamento, torna-se necessário nos reportar a história da igreja e vermos a época e por quem esta palavra foi utilizada pelas primeira veze.

A palavra reavivamento ela surge no século XVIII, quando começou a se falar muito sobre “O Avivamento da Religião”. E esta foi a designação dada para um derramamento incomum do Espírito Santo sobre a Igreja. Hoje nós olhamos de volta para aqueles anos como o primeiro grande despertamento.

1. Jonatas Edwards foi um dos líderes deste primeiro reavivamento. Ele residia na América do Norte, no lado Nordeste, mas esse reavivamento não permaneceu apenas na América do Norte, ele invadiu a Inglaterra, a Europa e outros lugares do mundo. E aqueles que passaram por esta experiência procuraram defini-la em palavras. E a designação que acabou sendo dada foi “O Reavivamento da Religião”. Jonatas Edwuads escreveu muito sobre reavivamento e qualquer estudo mais sério deste assunto deve levar em conta a visão, o ponto de vista de Jonatas Edwards. Ele definiu reavivamento como uma visitação da parte de Deus para conosco, ele disse: é Deus vindo e estando em meio ao seu povo; é Deus se manifestando com grande poder entre o seu povo; é Deus vindo e tornando as coisas todas diferentes. Edwards usou muito a analogia do mar. Ele disse que o reavivamento é como as ondas do mar que vem e quebram sobre a praia, e nós podemos visualisar a história e vermos estas ondas vindo e quebrando; na verdade a história dos reavivamentos é a história da igreja de Deus.
2. Nem todos pegaram a definição de Edwards como a sua preferida. Alguns discordaram dele. Um dos grandes líderes do reavivamento do século XIV era uma pessoa assim. Talvez você já tenha ouvido falar em Charles Finney, foi grandemente usado por Deus na América do Norte no século XIV. Ele escreveu um livro em 1838 chamado “O Avivamento da Religião”, e de forma contrária a Jonatas Edwards ele definiu reavivamento como obra do homem; ele disse que é simplesmente o uso adequado dos meios corretos. E a analogia que ele usou veio das fazendos, do campo. Ele disse: O fazendeiro espera uma colheita, então ele está arando o seu campo, semeando, regando, e a medida que elçe faz este trabalho então a colheita inevitavelmente se segue. A obra dos cristãos é evangelismo e oração. Então Finney raciocinava se fizermos o nosso trabalho o reavivamento da religião inevitavelmente virá. Entretanto já perto do final da vida de Finney, ele passou a reconsiderar sua própria definição, e em algumas das últimas cartas que ele acabara de escrever ele disse que ele atribuiu muito poder a obra humana. Ele viveu no tempo em que o avivamento começou a se esvair, e ele não conseguia explicar tal acontecimento. Pela definição que ele havia dado ao reavcivamento, o p´roprio homem deveria conseguir continuar este movimento, mas não aconteceu assim.


A verdade é que a definição de Finney é a que tem prevalecido em meio a muitos evangélicos, e o que tem acontecido a nível de história é o seguinte: aqueles que consideram, que estudam reavivamentos, começam a olhar para traz procurando entender o que aconteceu em pedaços do avivamento, então eles começam a ver que haviam muitas reuniões naquele período, muito reunir, então eles dizem: precisamos ter reuniões seguidas por um período bem longo, e isso trará reavivamento. O problema existente com isso, é que isso confunde a causa e o efeito. Aquelas reuniões que se estendiam por longo tempo na verdade eram resultados do reavivamento e não sua causa. E as reuniões em si mesmas, não trarão reavivamento.

Eu quero oferecer para os irmãos uma definição de reavivamento a qual estarei me referindo constantemente: são aqueles períodos marcantes quando Deus de forma rápida espande o seu reino através do revitalizar da sua igreja.

Reavivamento sem sombra de dúvidas é uma obra poderosa do Espírito Santo, uma obra que ele faz no meio de muita gente ao mesmo tempo. Quando o reavivamento chega, os crentes parecem ter sido renovados num novo zelo no sentido de servir ao Senhor, os pecadores se convertem em grande número, e mesmo aqueles que permanecem não convertidos, eles mesmo em grande número se convencem da verdade do Evangelho.

O Reavivamento é uma intensificação do cristianismo. As experiências expirituais da igreja durante estes períodos de reavivamento não são diferentes em termos de essência das demais experiências espirituais da igreja em tempos comuns. A diferença entre o tempo de reavivamento e uma época comum é uma diferença de grau e não de tipo. Precisamos entender que o reavivamento não é um tipo diferente de cristianismo, mas um intensificar do cristianismo normal que o povo de Deus experimenta. Então, durante épocas de reavivamento, a ênfase não está na presença ou na ausência de certos dons espirituais, por outro lado é o Espírito Santo fazendo a sua obra costumeira de uma forma não costumeira.

A Bíblia reconhece estes períodos de reavivamento. Momentos especiais onde Deus derrama o seu poder e restaura pessoas. O Antigo Testamento fala muito a este respeito, aliás ele fala mais a respeito disto do que o Novo Testamento, mas de certa forma o Novo Testamento é um relato do reavivamento.

Há quatro palavras básicas na Bíblia que se referem a este fenômeno:

· A primeira é a palavra reavivar, e no sentido do V. T. ela significa dar vida novamente, trazer novamente a vida. É a palavra que Oséias usa no cap.6:2; é a mesma palavra que habacuque usa em sua oração no cap.3:2. então é a palavra que é parte do nosso texto, de um texto que nós vamos ver já já. Salmo 85:6.

· Um segundo sentido que a Bíblia usa para este termo é a palavra hebraica que significa “reparar” ou “tornar novo”. É a palavra que encontramos no salmo 51:10, ou em Is.40:31. Alterar, mudar ou intercambiar.

· No Novo Testamento esta palavra é usada agora no grego para comunicar a idéia de “tornar novo novamente”. 2Cor.4:16; Rom.12:2; Col.3:10; Tito.3:5 todas essas passagens falam através do mesmo termo.

· Um terceiro termo que a Bíblia usa é o despertar, talvez o ser tirado de um sono espiritual. Em Isaias 52.1 nós vemos o profeta chamando a nação de Israel de uma situação desta para um acordar; em Ro.13:11 o apóstolo Paulo usa o mesmo conceito: chamar a igreja para que ela se acorde de seu sono espiritual.

· Uma quarta palavra também usada na Palavra de Deus é usada 11 vezes no Salmo 119, é a palavra vivificar, também usada em Ef.2:5 no N.T. que significa simplesmente “tornar vivo”. No Salmo 85:6 (ler dos versos 4-7) no verso 6 o salmista clama ao Senhor “não tornarás a vivificar-nos para que teu povo se regozije em ti”, aqui não apenas temos a idéia do reavivamento expressa, mas também temos os objetos do reavivamento citados aqui. Nós entendemos deste versículo algo do alicerce, do fundamento do reavivamento, e ele também nos revela as circunstâncias que chamam, pedem um reavivamento. E também parte das conseqüências nós podemos tirar deste texto e enxerga-las.

Este versículo, assim como outros na Bíblia indica pra nós que o povo de Deus precisa frequentemente ser vivificado. A Bíblia dá testemunho claro a este respeito. No V. T. a história do povo judeu, depois que houve a divisão entre Reino do Norte e Reino do Sul, nós verificamos nove novamente na história dos dois reinos, momentos em que o povo de deus começa a descambar para uma letargia completa então Deus se mostra tão gracioso vindo reaviva-los (vivifica-los) novamente. Isso foi o que aconteceu no reinado de Josias, durante várias gerações aquele povo havia se esquecido de Deus e da sSua obra, mas a vida religiosa deles continuava, e só quando a Palavra de Deus foi redescoberta, é neste momento em que o povo de Deus volta a um andar correto diante d’Ele. O Livro de Juízes por inteiro é um relato de reavivamentos sucessivos, onde o povo de Deus busca ao Senhor tentando obedece-lo, mas aí começam a ficar frios e indiferentes. Freqüentemente Deus levanta um império estrangeiro para vir julga-los, para puni-los, e novamente nesta ocasião o povo de deus clama a Ele, e por levantar um juiz, Deus através disto manda reavivamento para o seu povo. O êxodo do Egito também pode ser considerado como um reavivamento do povo de Deus; Deus vindo e restaurando sua obra no meio do povo que o ama.

Não apenas na história bíblica, mas também a história da igreja nos ensina isto. No século XVI aquele grande movimento que os livros de história hoje o define como Reforma Protestante, ele também deve ser compreendido como Deus vindo e reavivando a sua obra. E depois quan esta obra começou a ficar se esfriando perto do final do século, Deus trouxe um outro grande reavivamento que hoje nós chamamos de “Movimento Puritano”, foi o reavivamento do cristianismo genuíno, bíblico. Já no século XVIII nós vemos uma grande onda de reavivamentos que chega. George Witifield, Jonatan Edwards e os irmãos Wesley estavam entre os líderes que Deus levantou para trazer esta obra restauradora, renovadora. E depois que esta onda de avivamento começou a terminar, Deus teve o prazer, o deleite de mandar outra onda de reavivamento. No final do séc. XVIII, início do séc. XIX, existe aquele movimento que os livros de história chamam de “O Segundo Grande Despertamento”, e desde então devem ter havido um ou dois grandes despertamentos mundiais. (27:22)

O Que Não é Avivamento Genuíno Mas Movimento.

IITm.4:1-5; Col.2:4-8

Algumas afirmações erradas a respeito de avivamento tem sido inseridas no linguajar evangélico de nossos dias, tais como:

a. Uma igreja se torna avivada quando no seu louvor o povo bate palma animadamente.
b. Avivamento é deixar de ser uma igreja triste para ser uma igreja alegre.
c. Avivamento é manifestação de poder no meio do povo de Deus.
d. Avivamento é muita profecia, línguas e curas.
e. Avivamento é todo mundo gostar da pregação do pastor.
f. Etc.

Estas coisas podem até fazer parte de uma igreja genuinamente avivada. Porém, isto não é o fator determinante, mas, infelizmente tem sido a conclusão abraçada por boa parte do povo de Deus em nossa época. Esses fatores que identificariam um falso avivamento já havia sido predito pelo apóstolo Paulo no texto que lemos anteriormente, o qual nos traz condições de identificar em parte o falso avivamento do verdadeiro.

Quais as Características Existentes no Texto Que nos Levam a Fazer Tal Afirmação?

1O. REJEIÇÃO A AUTORIDADE COMPLETA E INFALÍVEL DAS ESCRITURAS. (v.3)
" ... Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, ..."

Suas regras de fé são:

a. O Racionalismo. O conceito epistemológico que ressalta a razão ou as explicações racionais. O princípio (de Leibniz) de que tudo deve Ter uma explicação ou causa racional. Não pode ser explicado pela razão, não deve ser aceito.

b. O Misticismo. Estabelece como aferidor da verdade recebida alguma experiência sobrenatural além e as vezes contrária às Escrituras.

c. O Emocionalismo ou Empirismo. A teoria do conhecimento que sustenta que todo o conhecimento começa na experiência dos sentidos; com ênfase no sentimento do coração e quebrantamento.

d. O Pragmatismo. Filosofia que faz da experiência prática o critério da verdade. Se funciona e é bom, é de Deus.

Nunca às Escrituras.


2O. FALTA DE PRAZER EM APRENDER A PALAVRA DE DEUS.(v.3)
" ... como que sentindo coceira nos ouvidos ..."

em nenhum contexto do conhecimento humano, afirmamos amar alguém e simultaneamente não suportarmos ouvir sua voz. No meio evangélico encontramos muitos desses casos e, em especial, a maioria deles são oriundos de pessoas que freqüentam as igrejas chamadas avivadas. Quanto mais avivadas, mais fastiosas para com as doutrinas fundamentais da Bíblia.
EX.:
· Irmã que não suportava ir a Escola Bíblica, porque não agüentava ficar uma hora escutando um pregador falar. Mas, era fogo puro.

· Irmãos que só freqüentam culto de fogo. Se não tiver língua e profecia a igreja não presta e seus membros nem crentes são. Corra deste tipo de pessoa. Isso é falsa espiritualidade.

· Outra que dizia não julgar nenhuma palavra que fosse dita em nome de Deus porque só era necessário crer e receber.

· Outros que falam mal do preparo teológico como anti-espiritual. É o cúmulo da carnalidade e ignorância.

3O. UMA MOTIVAÇÃO INTERIOR ERRADA NA BUSCA AO SENHOR. (v.3)
" ... Cercar-se-ão de mestres, segundo suas próprias cobiças ..."

Temos neste aspecto um exemplo claro na Bíblia. A Igreja mais abençoada na manifestação de dons espirituais ( ... não faltava nenhum ... - palavras de Paulo); a mais "pentecostal" do Novo Testamento, por incrível que pareça, no início da Primeira Epístola aos Coríntios, é chamada de carnal. Mas, porque esta expressão tão degenerativa para aquele grupo se o Espírito Santo estava manifestando seus dons com tanta freqüência? Por causa do culto a personalidade. Eles não estavam querendo ouvir pregadores que lhes ensinassem a Palavra de Deus, mas, sim, pregadores que lhe agradavam. (1Cor.3:1)

Esta não é a perspectiva de um genuíno avivamento. É contrária a própria perspectiva e caráter do mesmo.

Uma motivação como esta, certamente levará as pessoas a se tornarem antinomianos; ou seja, pessoas que vão viver suas vidas "cristãs" cinicamente sem, em momento algum se preocuparem com sua situação moral e espiritual diante de Deus, mas, apenas se o culto foi ou não foi bom aos seus próprios olhos. Serão pessoas fracas na fé, apesar de professarem o contrário disto; e viverão toda sua vida conduzidas por todo vento de doutrinas que os agradem, ainda que não sejam bíblicas.


EX.:
· Confissão Positiva.
· Quebra de Maldições.
· Cura Interior
· Movimento G12
· Etc.

Ensinos que, em sua base doutrinária são profundamente anti-bíblicos, mas, que atraem multidões porque deixam de falar e enfatizar doutrinas que mexem com o estado pecaminoso e miserável do ser humano perante Deus.

Estas coisas não são sinais de avivamento, mas, de animamento, de movimento e de afastamento do Deus verdadeiro, ainda que falsamente manifestem sinais de piedade.

4O. DESCONSIDERAÇÃO E DESRESPEITO PARA COM A AUTORIDADE ECLESIÁSTICA.
" ... Cercar-se-ão de mestres ..."

Na verdade, o ministra de Deus não é tratado como o portador de todo o desígnio de Deus para os crentes; mas, como uma pessoa responsável em trazer mensagens que possam de alguma forma satisfazer as perspectivas dos ouvintes.

Tratam o pregador como algo descartável; um detalhe dentro do contexto eclesiástico que, deve ser trocado sempre que quiser pregar alguma doutrina das Escrituras que desagrade o auditório. "Crentes" que clamam pelo apascentamento de um mercenário e não de um verdadeiro pastor (Jo.10:11-12).

Quem desrespeita a autoridade eclesiástica nunca será um crente fiel à Deus, pois isto é uma ordenança divina (Rm.13:1-6) e consequentemente será um crente que naturalmente desrespeitará a Deus em sua maneira de viver.

Insubmissão às autoridades é um problema de caráter, que tem de ser deixado para traz quando resolvemos seguir à Cristo como salvador e Senhor de nossas vidas. Não é uma questão de escolha voluntária, mas de obrigação.

5O. TORNARAM-SE INIMIGOS DA VERDADE E AMIGOS DE HERESIAS. (V.4)
" ... E se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas ..."

uma das características primárias que identificam a transformação de um ímpio em um cristão, é o apego e amor a verdade. Paulo fala aqui de um tipo de "cristianismo" que é contrário a este princípio. Pessoas que dizem-se de Deus, participantes de Sua família, regeneradas, habitadas pelo Espírito Santo - cujo papel primário é convencer o pecador de que às Escrituras são verdadeiras e da necessidade do homem de viver sempre à luz dela, agora, voluntariamente, escolhem outra regra de fé, e ainda que ser considerados crentes e filhos de Deus: Isso é uma blasfêmia e uma heresia!

A situação é tão grave, que essas pessoas não agüentam nenhuma confrontação a respeito daquilo que eles crêem, ou não crêem.

Pessoas que ao invés de possuírem fé, na verdade são crédulas ou vivem a luz de crendices. Não conseguem enxergar que fé verdadeira só tem uma base, um alicerce, uma âncora em que se sustentar: A verdade de Deus contida em Sua Palavra.

6O. TORNARAM-SE PESSOAS INSANAS ESPIRITUALMENTE; SEM SENSO DE JUÍZO.
" ... Tu, porém, sê sóbrio, ..."

Pessoas que aceitam qualquer coisa em nome de Deus sem questionar; basta ser bom e atrativo aos olhos. Elas precisam compreender urgentemente que o seu maior problema é a ignorância para com a verdade e consequentemente se tornaram inaptas para exercer qualquer tipo de julgamento correto. (Conf. Hb.5:11-14)

Viver a base de doutrinas que tem como único fundamento doutrinário as experiências pessoais de alguém, ainda que sem base bíblica ou através de uma extrema forçassão de texto, é a base do pragmatismo religioso (evangélico) de nossa época: " se funciona e é bom: É de Deus". E também é uma heresia.

Penso nessas pessoas como participantes daquele caráter exposto em Apocalipse, na carta a Igreja de Laodicéia, na qual se usam as seguintes palavras:
"14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
21 Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.
22 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.Temos que ser como os crentes de Beréia, que eram mais nobre

GUERRA ESPIRITUAL NA IGREJA

2Cor.10:4-5

de onde vem ou, quais as bases utilizadas nos ensinos sobre guerra espiritual nas igrejas em nossos dias:

· Pelo fato de, em nossos dias Ter havido um crescimento muito grande de movimentos espiritualistas com inúmeras modalidades de espiritualidade, dando muita ênfase ao ensino dual do bem e do mal, de anjos bons e maus, de experiências místicas esotéricas e exotéricas, etc, a ênfase evangélica pode Ter surgida em função de um fenômeno sociológico de acomodação, da acomodação da igreja a esta inclinação do mundo. (Seja assumindo o modismo, ou formulando um meio de combatê-lo).
· A grande ênfase do crescimento do pentecostalismo ensinando a respeito desse combate tendo por um lado o Diabo escravizando o homem perdido e do outro Deus que concede libertação ao perdido.
· A Teologia da Confissão Positiva (Teologia da Prosperidade). Com características puramente gnósticas (outorgando poderes autônomos às palavras, frases e decretações), dualistas (crendo na independência e auto-suficiência dos poderes malignos) e ritualistas ( acreditando na possibilidade de anular os poderes satânicos com gestos, frases ensinadas e orações prontas).

Isso gerou dentro da igreja algumas práticas simplistas, tais como:

· Acreditou-se que exorcizando-se "príncipes territoriais", resolveriam-se distorções sociais.
· "amarrando-se" demônios indevidamente responsabilizados por pecados oriundos da carne, aumentar-se-ia a santidade.

Neste sentido houve um retrocesso na igreja. Jogaram a responsabilidade pela falta de santificação, de disciplina e de mortificação da carne à atuação de Satanás e acreditou-se que bastava anular os seus poderes com palavras de ordem para alcançar vitória espiritual.

PROBLEMAS IMEDIATOS SURGIDOS NA IGREJA PARA SE MANTER ESTAS PERSPECTATIVAS:

1. Distorção das Escrituras - Boa parte do que se ensina sobre guerra espiritual dentro da Igreja é oriundo de uma má interpretação do Texto Sagrado. (Ex.Ef.1:3) Textos do Antigo Testamento são totalmente alegorizados. (Ex.Joel:1:1-4)
2. Várias interpretações diferentes a despeito da realidade ou não da Guerra Espiritual.
3. Paranóia - Alguns enxergam poderes demoníacos em cada objeto de adorno, quadro de parede e logotipo de firmas. Outros assumiram uma posição totalmente contrária a necessidade de ênfase nestes assuntos.

ALGUMAS POSTURAS ERRADAS ASSUMIDAS POR ALGUMAS IGREJAS EVANGÉLICAS QUANTO A GUERRA ESPIRITUAL:

I. Tudo é o Diabo.
II. Não pode dar brecha - Esta, em especial em igrejas que ensinam a possibilidade de perda de salvação, fazendo com que crentes vivam uma vida atormentada vendo na ação do Diabo uma possibilidade de perder a salvação conquistada e mantida por seu grande esforço.
III. Estabelecimento do Folclore pentecostal - Alguns crêem que se escrevermos o nome de Satanás com letra maiúscula ele se torna mais poderoso; ou que o Salmo 91 deve ser lido em toda a expulsão de demônios porque o Diabo teme mais esta porção do que as demais. Já houve casos de pessoas tomarem chá com a página do salmo 91 dentro para se verem livres dos poderes demoníacos.
IV. Entrevista com domônios - é uma prática mais contemporânea nos círculos neo-pentecostais. Usada sem fundamento bíblico e as vezes erroneamente utilizado como base doutrinária para algumas igrejas ( o Diabo tendo oportunidade de ministrar o culto de doutrina é um absurdo) mas é o que freqüentemente tem acontecido. Um Pastor entrevistando uma mulher possessa leva o demônio a ensinar sobre o dever dos crentes pagarem o dízimo, sobre a indumentária que o Diabo gosta que as mulheres usem e sobre o que ele achava daquela igreja.
V. Demônios territoriais - é uma doutrina nova e que tem como fundamento maior o pragmatismo teológico e a interpretação alegorizada das Escrituras. (Crença de que se a terra não for remida as pessoas não aceitarão a mensagem do Evangelho)
VI. O ensino de que verdadeiro crente pode ficar endemoniado ou debaixo de maldição - 1Cor.3:16 e Gl.3:13 ensinam de forma bem clara a contradição deste ensino.

Acreditar nesses ensinos como normas escriturísticas, ao invés de conduzir muitas pessoas a libertação tem as tornado escrevas das heresias e do Diabo na esfera mental (por sofismas).

Fugindo da Apostasia

Texto: 2Tm 4:1

Um dos maiores problemas que enfrentamos em nossos dias quando falamos neste assunto, é a má compreensão das pessoas a respeito do que significa o pecado ou o que são pecados dentro de uma perspectiva puramente bíblica.

Comumente esta acusação quando é feita a alguém ou a um grupo, os atos que são levados em consideração estão mais relacionados as doutrinas puramente humanas inseridas na igreja, do que a uma postura pecaminosa que é claramente identificada nas Escrituras.

Apostasia hoje, para alguns, é sinal de:

· Prática de lazer;
· Uso de determinados tipos de roupas;
· Cuidado com a aparência pessoal;
· Comer determinados tipos de alimentos;
· Frequentar determinados lugares;
· Uma mudança de liturgia ou costumes eclesiástico;
· Etc.

Pouco se vê o termo apostasia ou apostata sendo aplicado num sentido realmente bíblico.

O que podemos aprender observando os textos das Escrituras a respeito desta verdade:

1. Apostatar é mais que desviar-se; mas, é deixar ao Senhor e perder todo tipo de atitude de respeito a Ele e a Sua Palavra.

Jr.2:19 A tua malícia te castigará, e as tuas [apostasia]s te repreenderão; sabe, pois, e vê, que má e amarga coisa é o teres deixado o Senhor teu Deus, e o não haver em ti o temor de mim, diz o Senhor Deus dos exércitos.


2. Em primeiro plano envolve a troca do culto a Deus pelo culto aos ídolos.

Jr.5: 6 Por isso um leão do bosque os matará, um lobo dos desertos os destruirá; um leopardo vigia contra as suas cidades; todo aquele que delas sair será despedaçado; porque são muitas as suas transgressões, e multiplicadas as suas [apostasia]s.

Jr.8: 5 Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma [apostasia] contínua? ele retém o engano, recusa-se a voltar.


3. em segundo plano pode significar a escolha de viver-se um estilo de vida pecaminoso depois de já se haver tido conhecimento da vontade de Deus.

Jr.8: 5 Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma [apostasia] contínua? ele retém o engano, recusa-se a voltar.

Ez.37: 23 nem se contaminarão mais com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer uma das suas transgressões; mas eu os livrarei de todas as suas [apostasia]s com que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.

4. Será um dos acontecimentos principais que antecederão a Segunda vinda de Cirsto. Será um período de grande êxodo (saída e corrupção) de pessoas para fora da igreja.

2Tss.2: 3 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a [apostasia] e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição,

5. É um estado que pode ser revertido por uma ação misericordiosa e miraculosa de Deus.

Os.14: 4 Eu sararei a sua [apostasia], eu voluntariamente os amarei; porque a minha ira se apartou deles.

Apostata

6. É fruto de uma atitude de incredulidade da parte do povo de Deus.

1Tm.4: 1 Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns [apostata]rão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios,

7. Quem estará vulnerável a este mal que atingirá as terra? Os crentes nominais que nunca se interessaram em aprender a palavra de Deus em profundidade.

Hb.5:11-6:12

11 Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes tardios em ouvir.
12 Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que podem necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.
13 Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança;
14 mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.
»HEBREUS [6]
1 Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,
2 e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos e juízo eterno.
3 E isso faremos, se Deus o permitir.
4 Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,
5 e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro,
6 e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério.
7 Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus;
8 mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.
9 Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.
10 Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis.
11 E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim, para completa certeza da esperança;
12 para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

Os frutos apresentados na vida do crente determinarão que destino ele seguirá quanto a estas verdades.

FORMAS BÁSICAS DA ATUAÇÃO DE SATANÁS

Texto: Gen.3:1-24

O ser humano em sua experiência de vida, passa a sua existência vivendo em confronto direto com duas realidades: A Material, onde ele trabalha, estuda, nasce, cresce, amadurece, morre; a outra é a Espiritual, onde ele tem que em sua experiência material fazer a escolha certa para que, quando ele morrer e definitivamente passar a viver somente na realidade Espiritual, eu possa ir para um bom lugar.

Porém, antes que este dia chegue, eu enfrento uma batalha no reino espiritual contra Satanás e seus demônios (1Pe.5:8-9; Tg.4:7) cuja finalidade principal podemos classificar em duas, que são:

1o. Impedir que uma pessoa sem Cristo tenha um conhecimento verdadeiro e experimental das Escrituras e se converta. (2Cor.4:4)
2o. Impedir que aqueles que entregaram suas vidas a Cristo, andem em conformidade com a fé que professam Ter e ser. (Ef.4:1-2; Fp.1:27-30).

Que estratégias principais Satanás usa para obter sucesso em sua finalidade? Neste texto que apresentamos inicialmente vemos claramente exibidas talvez as principais, as quais são:

· Tentar nos fazer desacreditar na veracidade daquilo que Deus disse. (Gn.2:15-17; 3:5-6)
· Tentar nos fazer duvidar de que Deus vai cumprir as ameaças de juízo que Ele fez. ( v.4)
· Tentar nos fazer acreditar que as conseqüências de nossos pecados serão boas e não ruins. (v.5)
· Nos derrotar nesta batalha. (v.6c)
· Tentar nos fazer ver o pecado como algo bom e agradável de ser cometido. (v.7)
· Nos fazer passar vergonha diante de Deus. (v.8-10)
· Nos tenta a pecar mais ainda fazendo com que não reconheçamos o nosso erro. (v.11-13)
· Conseguir nos manter debaixo da ira e não da benção de Deus.(v.14-24)